Inéditos no aplicativo, os anúncios aparecerão exclusivamente na aba Atualizações, onde ficam os Status e os Canais. Negócios e administradores poderão divulgar produtos e serviços diretamente nesse espaço, com direito a atalhos que levam os usuários a iniciar uma conversa instantânea com os anunciantes no próprio mensageiro.
A Meta ainda não detalhou como os anúncios vão se apresentar, mas a expectativa é que funcionem de forma semelhante aos Stories patrocinados do Instagram — ou seja, inseridos entre postagens comuns de Status.

O fim de uma era sem anúncios
Desde sua criação, o WhatsApp nunca exibiu publicidade — nem mesmo antes de ser adquirido pela Meta. Originalmente, o app era pago e cobrava uma taxa anual simbólica, que raramente era efetivamente aplicada.
Agora, o cenário muda. Com a implementação dos anúncios, o WhatsApp se junta ao ecossistema mais amplo de monetização da Meta, mas sem (ao menos por enquanto) invadir o espaço mais sensível do app: as conversas privadas.
Como funcionará o direcionamento dos anúncios?
A Meta afirma que os anúncios no WhatsApp serão direcionados com base em dados do perfil do usuário — nunca nas conversas. Informações como idioma, localização (país e cidade) e os Canais seguidos servirão como critérios para segmentação.
As mensagens trocadas em conversas privadas, grupos e Comunidades seguem protegidas por criptografia de ponta a ponta. Segundo a empresa, esse conteúdo permanece inacessível e não é utilizado para direcionamento de publicidade.

Além disso, o algoritmo também considera o comportamento do usuário diante dos próprios anúncios. Ou seja, quanto mais você interage com determinadas categorias, mais verá conteúdos semelhantes. Se sua conta do WhatsApp estiver vinculada à Central de Contas da Meta, as preferências de anúncio definidas no perfil geral também entram na equação.
Privacidade continua no centro da discussão
Colocar anúncios no WhatsApp é um movimento sensível, sobretudo considerando o histórico da Meta com privacidade e a natureza íntima do conteúdo compartilhado em mensageiros.
A própria empresa parece consciente da repercussão: durante uma mesa redonda com a imprensa, a líder de produto do WhatsApp, Alice Newton-Rex, abriu a conversa destacando o compromisso da plataforma com a privacidade. Ela reforçou que nem o conteúdo das mensagens, nem remetentes ou destinatários são utilizados no modelo de negócio recém-anunciado.
“Nossa equipe tem discutido há anos como desenvolver um modelo que não interfira nas conversas pessoais, e acreditamos que a aba Atualizações é o local ideal para introduzir esses novos recursos”, explicou a executiva.
Monetização de Canais avança
As novidades não se limitam à publicidade. Agora, administradores de Canais poderão pagar para promover seus chats públicos. Esses Canais patrocinados ganharão destaque na seção Descobrir, onde aparecem conteúdos recomendados e perfis populares.
É a primeira vez que o WhatsApp oferece uma forma oficial de impulsionar Canais dentro da própria plataforma.
Além disso, os administradores poderão lançar planos de assinatura, permitindo que seguidores paguem por conteúdo exclusivo. A proposta é criar um novo canal de receita para quem investe tempo na criação e manutenção desses espaços.
Neste primeiro momento, o WhatsApp não cobrará nenhuma comissão sobre as assinaturas — todo o valor arrecadado será destinado integralmente ao administrador do Canal. A Meta, no entanto, não informou quando (ou quanto) passará a cobrar no futuro.
Quando as mudanças chegam?
Os anúncios no Status e as novidades de monetização para Canais chegam ao WhatsApp em algum momento de 2025, mas ainda sem uma data específica definida.
