Segundo o registro policial, o dinheiro era fruto da venda de um veículo e de um empréstimo, guardado em uma caixa dentro do armário da residência. O adolescente, sabendo da existência do dinheiro em espécie, bolou um plano ousado: encenar um roubo e se passar por vítima.
De acordo com as investigações, o neto da vítima convidou outro adolescente para participar da farsa. O convite foi feito via redes sociais, onde o autor detalhou como o “roubo” deveria ocorrer. O adolescente contratado teria a missão de invadir a residência, subtrair uma bicicleta, aro 26, cor branca, avaliada em R$ 800, e ainda desferir um soco no colega, simulando violência para dar veracidade ao crime.
Avô denuncia
Para reforçar a encenação, o adolescente chegou a provocar cortes superficiais no braço com uma faca, alegando ter sido esfaqueado pelo suposto ladrão. O caso veio à tona quando o aposentado compareceu à delegacia para registrar o roubo. Ele relatou que o neto fora surpreendido dentro de casa por um indivíduo armado com faca, que teria levado o dinheiro e a bicicleta.Play Video
Com base nos relatos, os policiais civis iniciaram as diligências. Poucas horas depois, os investigadores chegaram até a residência do suposto ladrão, onde localizaram a bicicleta descrita no boletim de ocorrência. Conduzido à delegacia, o jovem não resistiu e revelou toda a verdade: contou que nunca houve roubo de fato, mas sim um acordo com o outro menor para encenar ao crime. Em troca da participação, ele ficaria com a bicicleta.
O garoto ainda afirmou que o neto da vítima justificava a ação dizendo que o avô teria “se apropriado de um dinheiro que ele havia ganho em apostas virtuais no famoso jogo do tigrinho”. Segundo o comparsa, os dois passaram a tarde monitorando a movimentação do avô. Quando a casa ficou vazia, entraram e procuraram pelo dinheiro — sem sucesso. Diante disso, o garoto entregou a bicicleta como combinado e pediu ao comparsa que lhe desse um soco no rosto antes de sair, para reforçar o teatro.
Consequências
Diante da descoberta, os dois adolescentes foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para as medidas cabíveis. O caso segue em investigação para esclarecer o destino dos R$ 35 mil, já que até o momento a quantia não foi localizada. O aposentado, em estado de choque, declarou apenas que “nunca poderia imaginar ser enganado pelo próprio neto”.
Fonte: Metrópoles
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