“Como alguém pode falar em pacificação reabrindo inquéritos já sepultados, cujo mérito foi encerrado há muito tempo? Só existe uma explicação: perseguir adversários políticos”, escreveu o congressista em seu perfil no X (ex-Twitter).
Eduardo usou o caso para defender que qualquer projeto de anistia a condenados pelo 8 de Janeiro deve ter como referência temporal o inquérito das fake news, iniciado em 2019.
“Se nada puder ser investigado a partir desse período, impediremos que figuras como Flávio Dino, Alexandre de Moraes ou qualquer outro agente do regime usem esses processos como arma para eliminar a verdadeira oposição”, disse.
ENTENDA
Flávio Dino autorizou a abertura de inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o próprio Eduardo Bolsonaro e outros 22 investigados, atendendo a pedido da Polícia Federal.
A investigação, que terá prazo inicial de 60 dias, tem como base o relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid concluída em 2021.
Segundo a decisão de Dino, há indícios de crimes como fraude em licitações, superfaturamento, contratos com empresas de fachada, desvio de recursos públicos e incitação à população a adotar condutas prejudiciais ao enfrentamento da pandemia.

