
O New York Times chamou a medida de “tentativa descarada de sufocar o direito do público de entender o que o governo faz”.

O Washington Post afirmou que seguirá cobrindo “com precisão e independência” as atividades do governo, enquanto o Wall Street Journal disse estar “profundamente preocupado com o impacto no trabalho de sua redação”.


ENTENDA
O departamento anunciou, na 6ª feira (20.set.2025), novas regras que restringem o acesso de jornalistas. Exigirá que repórteres assinem um compromisso de não usar informações que não tenham sido formalmente liberadas para divulgação.
A medida, detalhada em um memorando de 17 páginas, também limita a circulação da imprensa dentro do edifício, incluindo áreas antes acessíveis sem escolta. Quem descumprir pode perder a credencial de cobertura.
Segundo o documento, “o Departamento de Guerra continua comprometido com a transparência para promover a responsabilidade e a confiança pública. No entanto, as informações do Departamento de Guerra devem ser aprovadas para divulgação pública por um funcionário autorizado apropriado antes de serem divulgadas, mesmo que não sejam classificadas”.
O anúncio se dá em meio a uma relação já tensa entre a Casa Branca e a imprensa. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, rebateu as críticas e afirmou que as diretrizes são “comuns a outras forças militares do mundo” e têm como objetivo proteger informações sensíveis.
O presidente Donald Trump tem histórico de críticas a veículos de comunicação e, recentemente, aliados do governo voltaram a sugerir punições a emissoras que transmitirem conteúdos contrários à administração.
