O governador de Goiás e agora o pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que, se eleito presidente da República, pretende adotar como 1º ato uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe. A declaração foi depois de Caiado ter defendido o fim da polarização.
“A polarização pode ser desativada por quem não faz parte dela, e é o que pretendo fazer. Meu 1º ato será uma anistia ampla, geral e irrestrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com maestria, para pacificar o Brasil”, declarou.
Ele disse que a medida incluiria o ex-presidente e demais investigados pelos atos de 8 de janeiro.
Segundo Caiado, a medida teria como objetivo “pacificar o Brasil” e encerrar o que classificou como um ciclo de polarização política no país. “O Brasil não suporta mais esse cenário. A polarização não é um traço da política nacional, mas um projeto sustentado por quem se beneficia dela”, afirmou.
Ao defender o fim da polarização, Caiado afirmou que não faz parte de nenhum dos polos políticos atuais e que, por isso, teria condições de liderar um processo de pacificação. Disse ainda que sua trajetória política foi marcada pela coerência. “Nunca traí minhas convicções nem optei pela facilidade do cargo”, afirmou. Caiado defende que segue “via independente” e não 3ª via.
Durante o discurso, o pré-candidato também destacou sua experiência administrativa e disse que pretende levar ao plano nacional políticas adotadas em Goiás, como investimentos em terras raras, tecnologia, segurança pública e gestão baseada em resultados.
Caiado foi escolhido pelo PSD após disputa interna com os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS). Ele agradeceu aos correligionários e afirmou que o partido chega à pré-campanha com um nome “preparado para enfrentar os desafios do país”.
Leite diz que escolha de Caiado mantém polarização
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), criticou nesta 2ª feira (30.mar.2026) a decisão do partido de escolher o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. Segundo ele, a definição tende a manter um “ambiente de polarização radicalizada” no país.
“O Brasil está cansado de uma disputa que aprisiona o debate entre extremos. Ao contrário, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”, declarou em um vídeo publicado em suas redes sociais.
Leite disse que, embora a escolha não o contemple, não pretende contestar a decisão da sigla. Afirmou, no entanto, que mantém suas convicções e defendeu a construção de uma alternativa de centro no cenário político nacional.
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