A arrecadação federal somou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, divulgou nesta 3ª feira (24.mar.2026) a Receita Federal. O valor foi recorde para o mês na série histórica, iniciada em 1995. Eis as íntegras do relatório (PDF – 950 kB) e da apresentação (PDF – 657 kB).
A arrecadação federal subiu 5,68% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2025, considerados os valores corrigidos pela inflação.

As receitas administradas pelo Fisco totalizaram R$ 215,2 bilhões em fevereiro, com alta de 6,17% em comparação com o mesmo mês do ano passado em termos reais. As receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 7,19 bilhões, com queda de 7,46% ante fevereiro de 2025.
A arrecadação federal foi potencializada com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A receita totalizou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, com alta de 35,7% ante o mesmo mês de 2025.
O IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) com rendimentos de capital somou R$ 11,6 bilhões em fevereiro. A Receita Federal disse que houve uma alta de 19,4% em relação ao mesmo mês de 2025, principalmente por causa dos títulos de renda fixa (53,7%)
O Fisco também contabilizou alta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no mês: de R$ 4,1 bilhões em 2025 para R$ 4,5 bilhões em 2026. A alta foi de 10,0%.
A Receita Federal disse que o comportamento dos principais indicadores macroeconômicos impacta a arrecadação. Além disso, o aumento das alíquotas do IOF em 2025 contribuiu para a expansão dos recursos do governo.
O Fisco declarou que a atividade econômica do setor de serviços contribuiu para a maior arrecadação do PIS (Programa de Integração Social) e do Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) em fevereiro. Ambos os tributos somaram R$ 47,7 bilhões em arrecadação, uma alta de 8,45% no mês.
A meta fiscal de 2026 é de um superavit primário de R$ 34 bilhões, o que equivale a 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto). O Orçamento de 2026 prevê um saldo positivo de R$ 34,5 bilhões neste ano. A banda da meta permite resultado 0,25 ponto percentual menor, ou seja, o intervalo de tolerância é de 0% do PIB.
ARRECADAÇÃO NO BIMESTRE
No 1º bimestre de 2026, a arrecadação federal somou R$ 550,1 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Essa quantia é recorde na série histórica, iniciada em 1995. A receita subiu 4,4% no período em relação ao mesmo intervalo de tempo de 2025.
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