O contrato foi ajustado na Secex Consenso, do TCU (Tribunal de Contas da União) e terá prazo de 22 anos, com investimentos de R$10,18 bilhões –voltados à modernização e ampliação da rodovia.
Entre as principais intervenções estão duplicações de pistas, faixas adicionais, passarelas, vias marginais e novos acessos urbanos, com o objetivo de melhorar a segurança e a fluidez do tráfego.

O trecho concedido tem 322,1 quilômetros, ligando Niterói (RJ) à divisa com o Espírito Santo. A BR-101/RJ atravessa 13 municípios fluminenses, entre eles Macaé, Campos dos Goytacazes e São João da Barra, considerados pilares da cadeia de petróleo e gás natural do Brasil.
A rodovia é o principal corredor logístico da Bacia de Campos, conectando portos, bases operacionais e indústrias offshore, além de ser uma rota essencial para o escoamento de cargas e o transporte de trabalhadores da Petrobras e de empresas do setor energético.
O traçado também facilita o acesso à Região dos Lagos, importante polo turístico do Estado do Rio de Janeiro, e integra o transporte de produtos agrícolas e industriais entre o Sudeste e o Nordeste.
O PROJETO DE OTIMIZAÇÃO
A otimização contratual da Autopista Fluminense é parte da estratégia do governo federal para destravar obras paradas e modernizar concessões antigas.
Segundo o Ministério dos Transportes, o novo contrato inclui metas mais rígidas de desempenho e segurança viária, além de cláusulas que permitem monitoramento contínuo pela ANTT.
O objetivo é garantir fluidez e eficiência logística em uma das rodovias mais movimentadas do país e reduzir gargalos que afetam diretamente a cadeia de petróleo e gás e o comércio fluminense.
