A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis publicou nesta 5ª feira (19.mar.2026) uma nota de esclarecimento rebatendo declaração de Magda Chambriard, na qual a dirigente afirmou que importadores de combustíveis estariam desviando navios contratados inicialmente para abastecer o Brasil. Eis a íntegra.
“Eventuais redirecionamentos logísticos não configuram desvio no sentido irregular, mas sim decisões comerciais típicas de um mercado aberto e competitivo”, afirma a associação por meio de nota.
Magda disse na 4ª feira (18.mar.2026) que a inteligência competitiva da estatal monitorou 6 desses navios e que alguns deles, ao se aproximarem da costa brasileira, teriam mudado de rota para outros países.
A nota da Abicom menciona a repercussão da entrevista na imprensa. Segundo a associação, o redirecionamento de cargas de combustível para outros países não pode ser tratado como prática ilícita.
O comunicado afirma ainda que o contexto atual é de alta significativa dos preços internacionais do petróleo e derivados, o que ampliou a diferença entre os valores praticados no Brasil e no exterior.
Esse cenário torna a importação economicamente desvantajosa para o mercado brasileiro, segundo a Abicom. Em seu relatório diário de paridade, a entidade informou nesta 5ª feira (19.mar) que o diesel vendido pela Petrobras estava, em média, 57% abaixo da paridade de importação, com defasagem média de R$ 2,06 por litro.
“Importante destacar que o Brasil opera sob um modelo de mercado de combustíveis liberalizado, no qual múltiplos agentes —incluindo Petrobras, importadores e distribuidores— atuam de forma independente”, afirma a nota.
Desde maio de 2023, com o fim do PPI (Política de Preços de Paridade Internacional), a Petrobras deixou de seguir de forma exclusiva a cotação internacional do petróleo e a variação do câmbio na definição dos preços dos combustíveis. Passou a adotar uma estratégia comercial própria.
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