Segundo Naqvi, o agressor esperou cerca de 15 minutos antes de acionar os explosivos. O homem pretendia atacar o tribunal, mas não conseguiu entrar no complexo. As informações são da BBC News.
O grupo Jamaat Ul Ahrar, facção dissidente do TTP (Talibã Paquistanês), assumiu a responsabilidade pelo atentado. Dois jornalistas locais, no entanto, disseram à BBC que a liderança central do TTP enviou mensagens negando qualquer envolvimento com a explosão.
As autoridades paquistanesas trabalham para identificar o homem-bomba. O ministro Naqvi declarou que os envolvidos no atentado serão levados à Justiça. O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse condenar “veementemente o atentado suicida”.
Antes da reivindicação do Jamaat Ul Ahrar, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif acusou grupos extremistas “ativamente apoiados pela Índia” de estarem envolvidos na explosão. Em comunicado, afirmou que “ataques terroristas contra cidadãos desarmados do Paquistão por representantes terroristas da Índia são condenáveis”. Delhi não respondeu às acusações e já negou alegações semelhantes no passado.
Na 2ª feira (10.nov), em outro incidente na Ásia, um carro explodiu na capital indiana, Nova Délhi, matando 8 pessoas e ferindo 20. No dia seguinte ao ataque, nesta 3ª feira (11.nov), o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, afirmou que “os conspiradores por trás disso não ficarão impunes. Todos os responsáveis serão levados à justiça”.
