O preço do petróleo Brent voltou a subir e atingiu US$ 111,79 na madrugada desta 3ª feira (7.abr.2026), impulsionado pela escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã e pela proximidade do fim do prazo imposto pelo presidente Donald Trump (Partido Republicano) para a reabertura do estreito de Ormuz.
A alta reflete o temor de interrupção no fluxo global de petróleo, já que cerca de 20% da produção mundial transportada por via marítima passa pelo estreito. Às 5h21 desta 3ª feira (7.abr), o Brent estava cotado a US$ 110,42.
Trump determinou que o Irã tem até as 21h (horário de Brasília) desta 3ª feira (7.abr) para liberar a passagem. O prazo havia sido inicialmente fixado em 48 horas no sábado (4.abr), mas foi prorrogado.
Na 2ª feira (6.abr), em entrevista a jornalistas, o presidente norte-americano afirmou que o Irã “pode ser destruído em 1 dia” e indicou que uma ação militar pode ser imediata caso não haja acordo. “Estamos indo muito bem. Em um nível que ninguém nunca viu antes. O país inteiro poderia ser destruído em uma noite. E essa noite pode ser amanhã [3ª feira (7.abr)] à noite”, afirmou Trump.
O mandatário declarou que, caso não haja um acordo considerado “satisfatório” pelos Estados Unidos, o Irã será fortemente atingido em seus principais pilares de infraestrutura, como plantas energéticas e pontes.
Em declarações anteriores, Trump falou em levar o “inferno” ao país persa se o estreito continuasse fechado.
O bloqueio quase total da rota estratégica já afeta o mercado global. Desde o início do conflito, o Irã restringiu a passagem de embarcações na região, o que reduz as exportações de petróleo.
A situação em Ormuz elevou a tensão nos mercados internacionais e pressionou o preço do petróleo, com investidores reagindo ao risco de interrupção prolongada no fornecimento de energia. O canal é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global, e qualquer bloqueio tende a causar efeitos imediatos sobre combustíveis, transporte e cadeias produtivas.
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