O anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã trouxe otimismo para os mercados e levou o dólar comercial a fechar em R$ 5,103, com queda de 1,01% nesta 4ª feira (8.abr.2026). É o menor patamar desde maio de 2024. A moeda norte-americana atingiu R$ 5,065 na mínima e R$ 5,119 na máxima.
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia com alta de 2,09%, aos 192.201,16 pontos –recorde de fechamento. Até esta sessão, a Bolsa tinha alcançado 191.940 pontos em 24 de fevereiro de 2026. Ao longo da sessão, o Ibovespa também renovou máxima histórica ao alcançar 193.794 pontos às 10h30.

cessar-fogo, violação e Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) concordou em suspender os bombardeios ao Irã, que, em contrapartida, reabriu o estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do petróleo consumido no mundo. A proposta foi mediada pelo Paquistão.
Entretanto, o Irã voltou a fechar a passagem, menos de 24 horas depois do acordo, em resposta aos ataques de Israel ao Líbano.
petróleo
O Brent segue abaixo dos US$ 100,00. Às 17h00, o preço do barril marcava US$ 96,31.
O tombo do petróleo desde a noite de 2ª feira (7.abr) trouxe alívio para ações de setores ligados ao consumo e logística ao aliviar o risco inflacionário. Por outro lado, as petroleiras terminaram em baixa. A Petrobras (PETR4) caiu 4,25%, aos R$ 46,45.
Confira como as bolsas fecharam nos EUA:
- Dow Jones: +2,85% (47.910,79 pontos)
- S&P 500: +2,52% (6.783,48 pontos)
- Nasdaq: +2,80% (22.635,00 pontos)
O DXY –indicador que mede a força do dólar contra uma cesta de 6 moedas de mercados desenvolvidos– caía 0,64% às 17h50.
ELEIÇÃO
No cenário local, os investidores também repercutiram o levantamento do Meio/Ideia. A pesquisa mostra que, em eventual 2º turno, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 45,8% das intenções de voto contra 45,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Considerando a margem de erro, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os 2 estão tecnicamente empatados. O mercado monitora a disputa, principalmente, por causa de preocupações em relação à trajetória fiscal do país em 2027.
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