O governo do Brasil aderiu na 3ª feira (10.mar.2026) à Declaração Para Triplicar A Energia Nuclear Até 2050. O anúncio foi realizado durante a 2ª Cúpula sobre Energia Nuclear em Paris.
A adesão brasileira foi oficializada por meio de nota conjunta divulgada pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores do Brasil) e pelo MME (Ministério de Minas e Energia do Brasil). O encontro foi organizado pela França com apoio da Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica). Durante a cúpula, China, Bélgica e Itália também formalizaram adesão à iniciativa, elevando para 38 o número de países participantes.
A declaração internacional foi lançada originalmente durante a COP28, realizada em Dubai. O documento integra as discussões globais sobre estratégias para reduzir emissões de gases de efeito estufa e garantir segurança no fornecimento de energia.
O objetivo da iniciativa é mobilizar governos, indústrias e instituições financeiras para fortalecer a segurança energética e atender à crescente demanda mundial por eletricidade. Diversos países defendem a expansão da energia nuclear como forma de complementar fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.
O Brasil possui mais de 40 anos de operação de usinas nucleares para geração de energia elétrica. A produção nacional está concentrada no complexo de Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, operado pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. A tecnologia nuclear integra a geração de base do sistema elétrico brasileiro e contribui para a estabilidade da oferta de energia.