Brasil assume embaixada do México no Peru

O governo brasileiro assumiu a representação dos interesses diplomáticos do México no Peru depois de os 2 países romperem relações quando a ex-primeira-ministra peruana Betssy Chávez pediu asilo ao governo mexicano. A decisão foi formalizada no domingo (25.jan.2026) pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que passou a responder oficialmente pelos assuntos da embaixada mexicana em território peruano.

Segundo comunicado do Itamaraty, o Brasil atendeu a uma solicitação do governo do México e obteve a anuência do Peru para exercer a função de potência protetora. “A representação abarca a guarda dos locais da Embaixada do México no Peru, incluindo a residência do chefe de missão, bem como de seus bens e arquivos”, diz a nota. Eis a íntegra (PDF – 87 kB).

A medida se dá depois de o Peru ter rompido relações com o México após o governo mexicano conceder asilo à Chávez. A decisão levou à saída da diplomata mexicana que chefiava a missão em Lima, deixando a embaixada sem representação direta do México no país.

O Congresso do Peru aprovou uma resolução que declarou a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), persona non grata. A medida foi adotada depois de o governo mexicano se posicionar publicamente contra a decisão de Lima de romper relações diplomáticas.

Sheinbaum disse que a decisão do Peru de cortar os laços era desproporcional. Segundo a presidente mexicana, o asilo seguiu práticas do direito internacional e não justificaria a ruptura entre os 2 países.

Com o rompimento, o México deixou de ter representação diplomática no Peru, o que abriu caminho para a entrada do Brasil como intermediário. A Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, citada pelo Itamaraty no comunicado, autoriza que um 3º país assuma a proteção de uma missão diplomática quando as relações entre 2 Estados são interrompidas, desde que haja concordância das partes envolvidas.

Chávez enfrentou acusações criminais por um possível papel na tentativa de Pedro Castillo, então presidente do Peru, de dissolver o Congresso no final de 2022. Castillo foi deposto e permanece preso. Chávez estava detida desde junho de 2023, mas foi libertada por um juiz em setembro, enquanto seu julgamento estava em andamento.

A advogada, que atuou como ministra do Trabalho, ministra da Cultura e primeira-ministra durante a presidência de Castillo, realizou repetidas greves de fome, acusando a prisão de maus-tratos, de extorsão e de dopá-la. Chávez negou saber do plano de Castillo de dissolver o Congresso. Os promotores pediram uma sentença de 25 anos de prisão.

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