Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de operações no Oriente Médio depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
- Ethiopian Airlines – A última atualização é da manhã de 2ª feira (2.mar). A empresa confirma que voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã continuam cancelados até novo aviso;
- Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou na noite de sábado (7.mar) que as rotas entre Casablanca e Dubai de domingo (8.mar) estavam canceladas, além de todos os voos de e para Doha até 15 de março;
- Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Bahrein, Irã, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Síria e Emirados Árabes Unidos antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 31 de março e pode ser acionada até 10 de maio. A companhia também anunciou que passageiros com passaporte do Irã estão impedidos de entrar no Azerbaijão;
- Etihad Airways – A empresa confirmou voos para diversas cidades da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte a partir de Abu Dhabi desde 6ª feira (6.mar) até o dia 19 de março. Todas as outras rotas comerciais estão canceladas, e neste caso, os passageiros que compraram as passagens antes do dia 28 de fevereiro com datas até 21 de março podem reagendar ou pedir reembolso até 15 de maio;
- Emirates Airlines – A companhia informou que seus voos de e para Dubai estão limitados. Pediu que os passageiros só se desloquem ao aeroporto se tiverem recebido notificação. Os clientes podem remarcar voo alternativo até 31 de março ou solicitar reembolso;
- Qatar Airways – A companhia informou que mantém temporariamente suspensas as operações. A empresa disse que retomará os voos quando as autoridades considerarem seguro reabrir o espaço aéreo do país. Depois de alguns voos já realizados na semana passada, a empresa confirmou rotas nos próximos dias para Seul, Moscou, Londres, Nova Délhi, Madri, Islamabad, Pequim, Perth, Nairóbi, Istambul, Cairo, Jeddah, Manila, Kochi, Muscat, Mumbai, Frankfurg, Colombo e Milão;
- Air Arabia – A companhia árabe retomou na 6ª feira (6.mar) algumas rotas limitadas para alguns países da Ásia, África e Europa;
- Air India – A Air India anunciou 10 voos de e para Jeddah, e outros 14 de e para Muscat para esta semana, além de outros 78 voos adicionais da Índia para Nova York, Londres, Frankfurt, Paris, Amsterdam, Zurique, Malé e Colombo.
- Lufthansa – O grupo informou que suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi e Dammam até 10 de março; para Amã e Erbil até 15 de março; para Tel Aviv até 22 de março; para Beirute até 28 de março; e para Teerã até 30 de abril. A empresa disse ainda que os voos para Larnaca foram retomados desde sábado (7.mar);
- Air France – Cancelou rotas até 3ª feira (10.mar) para Riade e até 4ª feira (11.mar) para Dubai, Tel Aviv e Beirute;
- Wizz Air – A companhia informou na 4ª feira (4.mar) que prorrogou até 15 de março a suspensão de todos os voos de e para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã. A empresa disse que as rotas entre o Reino Unido e as cidades sauditas de Jeddah e Medina devem ser retomadas a partir de domingo (8.mar), mas a empresa retirou as informações do seu site e não tem atualizações. No X, mantém publicação fixada confirmando cancelamentos apenas até sábado (7.mar);
- KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Suspendeu o restante das operações da temporada de inverno (verão no Brasil) de e para Tel Aviv desde domingo (1º.mar). Também interrompeu rotas envolvendo Damã, Dubai e Riade até 3ª feira (10.mar); A empresa também diz que voos até 22 de março para Tel Aviv e Beirute podem sofrer alterações;
- Oman Air – Informou que suspendeu todos os voos para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague, Bagdá e Khasab até domingo (15.mar); a companhia informou nesta 2ª feira (9.mar) que tem operado outras rotas, e que os 80 voos extras já ajudaram mais de 97.000 passageiros;;
- Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 22 de março;
- Iberia – A empresa espanhola anunciou o cancelamento das rotas para Doha e Tel Aviv até 15 de março;
- Air Europa – A companhia espanhola cancelou os voos entre Madri e Tel Aviv até a 4ª feira (11.mar), e possibilitou aos clientes alterarem datas para passagens compradas até 15 de março;
- Malaysia Airlines – A empresa da Malásia retomou no domingo (8.mar) as rotas para Jeddah e Medina, mas os voos de e para Doha estão suspensos até a 6ª feira (13.mar);
- British Airways – A empresa britânica anunciou que está impossibilitada de operar voos para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv, e informou que passageiros com passagens até 15 de março podem alterar as rotas até 29 de março. A companhia informou que tem voos diários partindo de Muscat para Londres até 5ª feira (12.mar);
- American Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai, Larnaca e Tel Aviv podem alterar a viagem sem taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 5 de março, com embarque previsto entre 28 de fevereiro e 15 de março. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- United Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Dubai ou Tel Aviv podem alterar a viagem sem cobrança de taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 28 de fevereiro, com embarque programado de 8 a 31 de março. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- Delta Airlines – A empresa informou que cancelou os voos entre Nova York (JFK) e Tel Aviv até 22 de março e no sentido inverso até 23 de março, por causa do conflito na região. Passageiros afetados podem remarcar a viagem sem taxa ou cancelar a passagem e solicitar reembolso. A empresa também divulgou um travel waiver que flexibiliza alterações em voos para ou por Tel Aviv até 31 de março.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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