Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de operações no Oriente Médio nesta 6ª feira (6.mar.2026), depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.
Segundo o mapa de voos Flightradar24, desde sábado (28.fev), os cancelamentos em 7 grandes aeroportos internacionais da região —Doha, Abu Dhabi, Sharjah, Kuwait e Bahrein— superam 19.000 voos, enquanto a atividade de rotas privadas subiu, principalmente em Muscat (Omã), com crescimento de 31%.
Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 6ª feira (6.mar):
- Ethiopian Airlines – A última atualização é da manhã de 2ª feira (2.mar). A empresa confirma que voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã estão cancelados até novo aviso;
- Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou na noite de 4ª feira (4.mar) que as rotas entre Casablanca e Dubai desta 6ª feira (6.mar) estão canceladas, além de todos os voos de e para Doha até 15 de março;
- Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Irã, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 31 de março e pode ser acionada até 10 de maio;
- Etihad Airways – A empresa confirmou voos para diversas cidades da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte a partir de Abu Dhabi a partir desta 6ª feira (6.mar). Todas as outras rotas comerciais estão canceladas, e neste caso, todos os passageiros que compraram as passagens antes do dia 28 de fevereiro com datas até 21 de março podem reagendar ou pedir reembolso até 15 de maio;
- Emirates Airlines – A companhia informou que seus voos de e para Dubai estão limitados. Pediu que os passageiros só se desloquem ao aeroporto se tiverem recebido notificação. Os clientes podem remarcar voo alternativo até 27 de março ou solicitar reembolso;
- Qatar Airways – A companhia informou que mantém temporariamente suspensas as operações. A empresa disse que retomará os voos quando as autoridades considerarem seguro reabrir o espaço aéreo do país. Enquanto isso, anunciou voos de apoio a partir de 5ª feira (5.mar), com saídas de Muscat para Londres-Heathrow, Berlim, Copenhague, Madri, Roma e Amsterdã, além de uma operação de Riade para Frankfurt, destinados a retirar passageiros retidos na região;
- Lufthansa – O grupo informou que suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi e Dammam até 10 de março; para Amã e Erbil até 15 de março; para Tel Aviv até 22 de março; para Beirute até 28 de março; e para Teerã até 30 de abril. A empresa disse ainda que os voos para Larnaca devem ser retomados a partir de 7 de março;
- Air France – Cancelou rotas até 6ª feira (6.mar) para Riade, até sábado (7.mar) para Dubai, e até domingo (8.mar) para Tel Aviv e Beirute;
- Wizz Air – A companhia informou na 4ª feira (4.mar) que prorrogou até 15 de março a suspensão de todos os voos de e para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã. A empresa disse que as rotas entre o Reino Unido e as cidades sauditas de Jeddah e Medina devem ser retomadas a partir de domingo (8.mar), mas a empresa retirou as informações do seu site e não tem atualizações. No X, mantém publicação fixada confirmando cancelamentos apenas até sábado (7.mar);
- KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Suspendeu o restante das operações da temporada de inverno (verão no Brasil) de e para Tel Aviv desde domingo (1º.mar). Também interrompeu rotas envolvendo Damã, Dubai e Riade até domingo (8.mar); A companhia programou um voo especial de repatriação de Muscat, com escala no Cairo, para Amsterdã nesta 6ª feira (6.mar);
- Oman Air – Informou que suspendeu todos os voos para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague e Bagdá até domingo (8.mar); a companhia passou a oferecer transferências de ônibus de Sharjah para Muscat entre esta 6ª feira (6.mar) e 3ª feira (10.mar), permitindo conexões aéreas para destinos como a Índia;
- Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 15 de março;
- Iberia – A empresa espanhola anunciou o cancelamento das rotas para Doha e Tel Aviv até 15 de março;
- Air Europa – A companhia espanhola cancelou os voos entre Madri e Tel Aviv até a 2ª feira (9.mar), e possibilitou aos clientes alterarem datas para passagens compradas até 15 de março;
- Malaysia Airlines – A empresa da Malásia cancelou todos os voos de e para Doha até sábado (7.mar), e as rotas para Jeddah e Medina estão suspensas até domingo (8.mar);
- British Airways – A empresa britânica anunciou que está impossibilitada de operar voos para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv, e informou que passageiros com passagens até 15 de março podem alterar as rotas até 29 de março. A companhia informou que abriu 4 voos de Muscat para Londres de 5ª feira (5.mar) a domingo (8.mar), todos já esgotados;
- American Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai, Larnaca e Tel Aviv podem alterar a viagem sem taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 5 de março, com embarque previsto entre 28 de fevereiro e 15 de março. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- United Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Dubai ou Tel Aviv podem alterar a viagem sem cobrança de taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 28 de fevereiro, com embarque previsto de 8 a 31 de março. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
- Delta Airlines – A empresa informou que cancelou os voos entre Nova York (JFK) e Tel Aviv até 22 de março e no sentido inverso até 23 de março, por causa do conflito na região. Passageiros afetados podem remarcar a viagem sem taxa ou cancelar a passagem e solicitar reembolso. A empresa também divulgou um travel waiver que flexibiliza alterações em voos para ou por Tel Aviv até 31 de março.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
- EUA e Israel atacam prédio onde aiatolás escolheriam sucessor de Khamenei
- Trump diz que EUA têm suprimentos para “guerra para sempre”
- 59% dos norte-americanos desaprovam operação militar contra o Irã
- Em ligação entre chanceleres, China reforça apoio à soberania do Irã
- Irã ataca bases dos Estados Unidos no Oriente Médio
- Israel diz que Irã tentou ocultar continuação de seu programa nuclear
- Irã lança mísseis contra Israel após bombardeio em Teerã
- “A hora da sua liberdade está próxima”, diz Trump aos iranianos
- Ataque hacker israelense tira sites de notícias do Irã do ar
- Líderes mundiais adotam tom de cautela sobre ataque dos EUA ao Irã
- Brasil condena ataques dos EUA ao Irã e pede desescalada
- Irã diz estar preparado para responder a ataque dos EUA
- “Estamos perto da vitória final”, diz príncipe herdeiro do Irã
- Bomba é lançada próxima ao prédio mais alto do mundo, em Dubai
- Trump segue monitorando situação no Irã, diz Casa Branca
Powered by WPeMatico
