O Ministério das Relações Exteriores da China informou nesta 3ª feira (24.mar.2026) no X que o chanceler Wang Yi (Partido Comunista Chines) conversou por telefone com o homólogo do Irã, Seyed Abbas Araghchi, a pedido do iraniano. Wang afirmou que “todas as partes devem aproveitar as janelas de oportunidade para a paz” e iniciar negociações “o mais rapidamente possível”.
Segundo ele, as disputas devem ser resolvidas por diálogo e negociação, e não pelo uso da força. “Conversar é sempre melhor do que lutar”, disse.
O chanceler também afirmou que a China manterá posição “objetiva e justa”, opondo-se às violações da soberania e atuando para promover a paz e a estabilidade regional.
Araghchi agradeceu a assistência humanitária emergencial enviada por Pequim. Disse que o povo iraniano está unido na defesa da soberania e que o país busca um cessar-fogo abrangente, “não apenas temporário”.
O ministro iraniano afirmou ainda que o estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional e seguro para embarcações, mas indicou restrições a países diretamente envolvidos no conflito. Também defendeu que ações internacionais contribuam para o arrefecimento das tensões.
Por fim, Araghchi disse esperar que a China continue desempenhando papel ativo na mediação e na promoção de negociações para encerrar as hostilidades.

CONFLITO NO ESTREITO DE ORMUZ
A situação no estreito de Ormuz pressiona a economia global desde o final de fevereiro. O bloqueio iraniano depois dos ataques dos EUA e de Israel contra o país já fez o preço do barril de petróleo disparar acima dos US$ 100 e a guerra também já atingiu infraestruturas de energia no Oriente Médio que ameaçam o abastecimento de gás para todo o mundo.
Para destravar a rota marítima, o presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) usou seu perfil na Truth Social na noite de sábado (21.mar) para ameaçar o Irã.
A resposta iraniana veio no domingo (22.mar). A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que fechará o estreito de Ormuz de forma indefinida se os EUA concretizarem esses ataques. O estreito de Ormuz está sob controle iraniano desde o início da guerra. O governo do país diz que o tráfego está restrito apenas a navios hostis, mas que será totalmente fechado se Trump cumprir sua ameaça. O prazo se encerra nesta 2ª feira (23.mar).
Totalmente ou parcialmente bloqueado, a situação em Ormuz já provocou o aumento de custos na região que devem se estender por anos. Além do dano à infraestruturas de energia, seguradoras já mais do que quadruplicaram o preço de seus serviços para navios que atravessam a região, justamente pelo risco de ataques aos navios.
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