O Fórum Econômico Mundial estima que a indústria global do esporte pode perder até US$ 1,6 trilhão até 2050 em razão de eventos climáticos extremos, segundo o relatório “Esporte para Pessoas e o Planeta”, divulgado em janeiro. O setor é avaliado atualmente em US$ 2,3 trilhões (aproximadamente R$ 11,8 trilhões) e pode alcançar US$ 8,8 trilhões (R$ 45,9 trilhões, em valores atuais) até meados do século. Eis a íntegra (PDF – 16 MB).
O estudo aponta calor extremo, enchentes e poluição como os principais riscos para a próxima década. Segundo o documento, esses fatores interrompem competições, reduzem a experiência do público, afetam cadeias de suprimentos e comprometem operações que sustentam a economia esportiva.
Mais de 90% das receitas de direitos de mídia do esporte profissional vêm de atividades ao ar livre, enquanto 76% das receitas de patrocínio dependem dessas práticas.
O relatório projeta que a inatividade física e os riscos ambientais podem reduzir os ganhos do setor em US$ 500 bilhões por ano até 2030. As perdas acumuladas podem atingir US$ 1,6 trilhão até 2050 — o equivalente a 18% das receitas projetadas.
O esporte de elite movimenta cerca de US$ 140 bilhões por ano. O turismo esportivo soma US$ 672 bilhões anuais, e o mercado de artigos esportivos alcança US$ 612 bilhões por ano.
Nick Studer, CEO da Oliver Wyman, que colaborou com o estudo, afirmou que a economia do esporte depende da preservação dos sistemas naturais e da redução da própria pegada ambiental do setor.
O relatório não detalha quais regiões ou modalidades serão mais afetadas.
Powered by WPeMatico
