Ex-presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aguardará até o limite da janela partidária para definir sua troca de legenda. O período de troca se encerra em 3 de abril.
Na 4ª feira (25.mar), Pacheco jantou com o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, em Brasília. Esse encontro faz parte de um movimento do dirigente partidário para filiar o senador à sigla. Não houve definição sobre o ingresso de Pacheco na legenda.
O senador ainda espera uma possível contrapartida do MDB e do União Brasil para bater o martelo sobre o seu destino. Pacheco deixará seu atual partido, o PSD, para disputar o governo de Minas Gerais.
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, é do PSD e isso inviabiliza que Pacheco permaneça na sigla para concorrer às eleições no Estado. Simões é o indicado do atual governador, Romeu Zema (Novo), que também é pré-candidato à Presidência.
A hesitação de Pacheco em se filiar à sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se dá porque o senador precisa de capilaridade para montar palanques nos municípios mineiros e ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Estado é o 2º maior colégio eleitoral do país.
A avaliação de aliados do ex-presidente do Congresso é de que o MDB ou o União Brasil dariam mais tempo de televisão na disputa eleitoral, além de comandarem mais prefeituras.
Entretanto, há impasse nas duas legendas por causa da indefinição quanto ao posicionamento no plano nacional. O partido ao qual Pacheco se filiará precisa ao menos estar neutro na eleição presidencial e liberar a tomada de decisão no diretório estadual.
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