A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou, nesta 5ª feira (26.fev.2026), as quebras de sigilos fiscais e bancários de Fábio Luís Lula da Silva. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reunião começou com 1h30 de atraso. Um protesto próximo à entrada da Câmara dificultou a chegada de integrantes da comissão, incluindo o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Houve também uma intensa articulação da base governista para retirar de pauta os pedidos de quebras de sigilos bancários e fiscais de Lulinha.
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No início da sessão, os governistas conseguiram aprovar, por 18 a 12, que a votação dos requerimentos fosse feita em bloco –quando os pedidos são avaliados em conjunto pela comissão, e não de maneira individualizada.
A estratégia fazia sentido porque, no cabo de guerra da CPMI do INSS, o governo contaria com o apoio circunstancial do Centrão, que tenta barrar a votação de requerimentos ligados a instituições bancárias –Master, Santander, BMG, PicPay e C6 Consignado.
No entanto, ao abrir para votação simbólica (quando não é nominal), a base governista foi derrotada, o que levou a uma discussão e empurra-empurra na sessão, que foi suspensa.
Na imagem, o momento em que a CPI registra um empurra-empurra
A estratégia dos governistas era barrar essa votação enquanto não tinham sido incluídos na pauta os requerimentos de quebra de sigilo do empresário Fabiano Zettel, do ex-presidente do BC (Banco Central) Roberto Campos Neto e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Queremos uma investigação que atinja a Chico e a Francisco”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo na Casa. “Investigação de verdade não pode ser seletiva.”
Assista à sessão da CPI do INSS:
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