A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner afirmou na 3ª feira (17.mar.2026) ser vítima de perseguição judicial durante audiência em um tribunal argentino. Ré em um processo por corrupção, ela declarou que, diante do atual sistema de Justiça, pode “morrer na prisão”.
Segundo a emissora TN, Kirchner chamou juízes e promotores de “mafiosos” ao criticar a condução do caso. Ainda de acordo com o veículo, Kirchner foi repreendida pelos magistrados. Os juízes afirmaram que as declarações da ex-presidente não alteram a posição do tribunal.
A ex-presidente compareceu ao tribunal para depor, mas se recusou a responder às perguntas relacionadas a contratos de obras públicas firmados durante seus governos. Após prestar depoimento, retornou para a sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. Apoiadores a receberam no local.
O julgamento decorre de acusações relacionadas ao escândalo dos “Cadernos”.
Kirchner e outros 86 ex-funcionários são acusados de integrar uma rede ilícita que teria recebido propinas de empresários em troca de contratos governamentais lucrativos nos setores de construção civil, energia e transporte. A ex-presidente nega as acusações.
As alegações que originaram o caso vieram à tona em 2018. Cadernos mantidos por um motorista de um ex-funcionário documentaram supostos subornos. O julgamento em andamento teve início em novembro de 2025.
Executivos de empresas descreveram um sistema de propinas que supostamente financiava o movimento peronista. As testemunhas colaboradoras relataram como funcionava o esquema que envolvia contratos governamentais.
Kirchner é a principal acusada no caso e está em prisão domiciliar desde junho de 2025. Ela foi condenada por fraude. Ela cumpriu 2 mandatos presidenciais entre 2007 e 2015. Além disso, exerceu funções como vice-presidente, senadora e primeira-dama.
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