Pesquisa divulgada pelo Datafolha na 6ª feira (20.mar.2026) mostra que, a 7 meses das eleições, a insegurança, o desânimo e o medo do futuro predominam entre as emoções quando os eleitores pensam sobre a situação atual do país.
A sensação mais difundida é a de insegurança, citada por 69% dos entrevistados, enquanto 29% dizem se sentir seguros. O cenário se repete em outros indicadores: 61% afirmam estar desanimados e o mesmo percentual declara medo do futuro. Já a tristeza aparece em 59% das respostas. Do outro lado, sentimentos positivos ficam em patamares menores, com 38% relatando felicidade, 37% animação e 37% confiança.
A pesquisa foi realizada pelo Datafolha de 3 a 5 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-03715/2026.
A pesquisa também revela diferenças claras conforme a avaliação do governo. Entre os que desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 93% se dizem inseguros, 88% desanimados e 87% tristes. Já entre os que aprovam a gestão, há predominância de percepções positivas: 53% afirmam se sentir seguros, enquanto 66% relatam animação e felicidade.
A divisão se repete na intenção de voto. Entre eleitores que declaram preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 89% dizem se sentir inseguros. No grupo que pretende votar em Lula, esse índice cai para 41%. O mesmo padrão aparece quando se considera o voto de 2022: 90% dos que apoiaram Jair Bolsonaro (PL) relatam insegurança, ante 46% dos eleitores do petista.
Mesmo fora da polarização direta, os índices seguem elevados. Entre os que indicam voto em Ratinho Junior (PSD-PR), 88% dizem se sentir inseguros. No caso de Romeu Zema (Novo-MG), são 81%. Já entre os que optam por branco, nulo ou nenhum candidato, o percentual chega a 87%.
A percepção negativa acompanha a leitura sobre a economia. O percentual de brasileiros que avaliam que a situação econômica piorou subiu de 41% para 46% entre dezembro e março. Também cresce o pessimismo em relação ao futuro, com mais entrevistados prevendo aumento da inflação e do desemprego.
Apesar do cenário, há alguns pontos de equilíbrio. A sensação de raiva aparece em 49%, próxima dos 47% que dizem sentir tranquilidade. Já a divisão entre medo e esperança é apertada: 51% relatam mais medo, enquanto 48% afirmam ter mais esperança.
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