O Brasil celebra no dia 24 de fevereiro o Dia da Conquista do Voto Feminino, instituído pela Lei nº 13.086/2015. A data celebra o direito das mulheres votarem e serem votadas que foi garantido em 1932, pelo Código Eleitoral assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. Nessa data especial, deputadas da Assembleia Legislativa do Amazonas falam dos avanços e dos desafios das mulheres na política.
Para a presidente da Comissão Especial da Mulher, da Família e do Idoso da Aleam, deputada Alessandra Campelo (Podemos), celebrar os 94 anos do voto feminino no Brasil é reafirmar que nenhum desses direitos foram reconhecidos, mas sim conquistados.
“Relembrar essa data é fundamental porque a memória fortalece a consciência política. Quando conhecemos a história das mulheres que vieram antes de nós, entendemos que a democracia só é plena quando é inclusiva. E lembramos que direitos podem retroceder se não forem permanentemente defendidos”, destaca.
A vice-presidente da Comissão da Mulher, deputada Mayra Dias (Avante), afirma que a lembrança dessa história é importante para que as mulheres sigam com mais força ainda.
“Mesmo sendo maioria do eleitorado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nós ainda somos poucas nos espaços de poder. Precisamos incentivar mais mulheres a participarem da política, criar ambientes mais respeitosos e garantir oportunidades reais para que elas possam disputar e exercer seus mandatos. A democracia fica mais forte quando as mulheres não só votam, mas também ocupam e lideram os espaços de decisão”, defende.
De acordo com a deputada Professora Jacqueline (UB), as mulheres precisam agora lutar para serem votadas.
“Precisamos trabalhar essa consciência de ver a mulher como militante política, como pessoas que podem participar das decisões para todo país. Enquanto formos cotas, não há garantir que conseguiremos ser eleitas. Nós sabemos fazer política e podemos fazer a política partidária, para o benefício das pessoas. Precisamos mudar a legislação eleitoral para garantir nossa participação nos parlamentos do Brasil”, afirma.
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