Chanceleres de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia reuniram-se neste domingo (29.mar.2026) em Islamabad, capital paquistanesa, para discutir a guerra no Oriente Médio. O governo local atua como mediador entre os EUA e o Irã. O encontro analisou a evolução regional e questões de interesse comum, segundo comunicado oficial.
Participaram os ministros das Relações Exteriores Badr Abdellatty (Egito), Hakan Fidan (Turquia) e Faisal bin Farhan (Arábia Saudita). Eles tiveram reuniões bilaterais com o chefe da diplomacia do Paquistão, Ishaq Dar. EUA, Irã e Israel não enviaram representantes.
O Paquistão consolidou-se como intermediário na troca de mensagens entre Washington e Teerã. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, mantém relação próxima com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e tem contatos estreitos com o governo iraniano.
No sábado (28.mar.2026), Sharif conversou por telefone com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que agradeceu os esforços para deter os ataques na região. Depois da conversa, o ministro Ishaq Dar anunciou que o Irã autorizou a passagem de mais 20 embarcações paquistanesas pelo Estreito de Ormuz.
TENSÃO DIPLOMÁTICA
Teerã enviou uma resposta ao plano de 15 pontos de Trump para encerrar a guerra por intermédio do governo paquistanês, segundo a agência Tasnim.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de planejar uma invasão terrestre.
“Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e, em segredo, planeja uma ofensiva”, disse Qalibaf em comunicado divulgado pela agência Irna.
Ele citou o envio de 5.000 fuzileiros navais americanos ao Golfo Pérsico nas últimas duas semanas. O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que Trump fala em diálogo, mas “decide partir para a guerra” horas depois.
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