Líderes internacionais parabenizaram a vitória de (Tisza, centro-direita) nas eleições legislativas da Hungria no domingo (12.abr.2026) e destacaram o resultado como sinal de adesão do eleitorado aos valores europeus, após a derrota do premiê Viktor Orbán (Fidesz, direita), que estava no poder havia 16 anos. As manifestações vieram sobretudo de chefes de governo e dirigentes de instituições da União Europeia, com ênfase na elevada participação e no reposicionamento do país no bloco.
O resultado foi interpretado como um movimento político relevante no continente. Dados do pleito indicam predominância de forças de direita e centro-direita, mas com mudança na liderança do governo, o que levou autoridades estrangeiras a enfatizar a dimensão democrática do processo e a disposição de cooperação com a nova gestão. No Brasil, políticos do PT celebraram o resultado.
O presidente da França, Emmanuel Macron (Renascimento, centro), disse ter conversado com Magyar e afirmou: “A França saúda a vitória da participação democrática e do apego do povo húngaro aos valores da União Europeia”. Segundo ele, o momento abre espaço para avançar em “uma Europa mais soberana, pela segurança do continente, competitividade e democracia”.

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez (PSOE, esquerda), afirmou: “Hoje vencem a Europa e os valores europeus. Parabéns a todos os cidadãos húngaros por eleições históricas”. Ele acrescentou que espera trabalhar com Magyar “por um futuro melhor para todos os europeus”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), classificou o resultado como marco político: “Este é um momento histórico, não só para a Hungria, mas para a democracia europeia”. Disse ainda que pretende cooperar com o novo governo pela “segurança e prosperidade” de ambos os países.

Entre dirigentes de instituições europeias, a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, declarou: “Parabéns ao membro do Parlamento Europeu Peter Magyar pela vitória nas eleições nacionais. O lugar da Hungria é no coração da Europa”.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, destacou a participação eleitoral: “A participação recorde mostra o espírito democrático do povo húngaro. Eles falaram —e sua vontade é clara”. Segundo ele, a expectativa é trabalhar com Magyar para tornar a Europa “mais forte e próspera”.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou: “A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria. Um país retoma seu caminho europeu. A União fica mais forte”.

Entre países que fazem fronteira com a Hungria, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, parabenizou Magyar e afirmou: “É importante quando prevalece uma abordagem construtiva”. Ele declarou que a Ucrânia busca manter boas relações com os vizinhos europeus e disse estar pronta para avançar na cooperação com Budapeste: “Estamos prontos para reuniões e trabalho conjunto construtivo em benefício de ambas as nações, bem como da paz, segurança e estabilidade na Europa”.

O presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen (independente), afirmou: “Hoje é um bom dia para ser patriota europeu” e disse que o resultado mostra o papel dos cidadãos na construção do bloco. Para ele, “só uma Europa unida pode se posicionar com mais força e defender melhor seus interesses” diante de conflitos e pressões externas.

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico (Direção Social-Democracia, esquerda), disse reconhecer a decisão dos eleitores e afirmou estar pronto para cooperação com o novo governo. Declarou: “Estamos comprometidos com relações amigáveis e mutuamente benéficas com a Hungria” e citou interesses comuns em energia e na reativação do oleoduto Druzhba.

Fora do continente europeu, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, em publicação compartilhada pelo presidente Javier Milei (A Liberdade Avança, direita), afirmou: “Reafirmamos a vontade de seguir fortalecendo a significativa relação bilateral” e desejou sucesso a Magyar. Também agradeceu a Orbán pela cooperação e disse que o país pretende aprofundar a agenda comum.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (BJP, direita), declarou: “Parabéns pela expressiva vitória eleitoral” e afirmou que Índia e Hungria têm uma relação baseada em valores compartilhados. Disse esperar trabalhar com Magyar para fortalecer a cooperação bilateral e a parceria estratégica entre Índia e União Europeia.

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