O Comando Central dos Estados Unidos anunciou na 5ª feira (5.mar.2026) ter atacado um porta-drones do Irã. Em publicação no X, os militares norte-americanos disseram que “não poupam esforços na missão de afundar toda a Marinha iraniana”.
A mensagem não especifica o local do ataque e, até o momento, o Irã não se pronunciou sobre o caso. Segundo o Comando Central, a embarcação atingida “era aproximadamente do tamanho de um porta-aviões da 2ª Guerra Mundial”.

Assista ao vídeo (30s):
U.S. forces aren’t holding back on the mission to sink the entire Iranian Navy. Today, an Iranian drone carrier, roughly the size of a WWII aircraft carrier, was struck and is now on fire. pic.twitter.com/WyA4fniZck
— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 6, 2026
Também na 5ª feira (5.mar), os militares dos Estados Unidos disseram já ter afundado mais de 30 navios iranianos, desde o início da ofensiva conjunta com Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28.fev).
O almirante norte-americano Brad Cooper afirmou a jornalistas, segundo a agência Reuters, que os ataques com mísseis balísticos do Irã diminuíram 90% desde o 1º dia. Cooper é o chefe do Comando Central, que lidera as tropas norte-americanas no Oriente Médio.
Segundo o comandante declarou na 3ª feira (3.mar), mais de 50.000 soldados, 200 caças, 2 porta-aviões e bombardeiros dos EUA estão participando dos combates contra o Irã.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) verificou ataques a pelo menos 13 hospitais e outras instalações de saúde no Irã durante a operação Fúria Épica. A organização também investiga relatos de que 4 profissionais de saúde foram mortos e 25 ficaram feridos nos ataques.
ATAQUES AO IRÃ
Os EUA e Israel lançaram a operação militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.
Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.
Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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