A secretária de Imprensa dos Estados Unidos, Karoline Leavitt, disse na 2ª feira (30.mar.2026) que não há “nada de errado” em líderes ou o presidente, Donald Trump (Partido Republicano), pedirem ao povo norte-americano que orem pelos militares e “por aqueles que servem nosso país no exterior”. Segundo ela, os EUA foram fundados, “há quase 250 anos, em valores judaico-cristãos”.
A porta-voz da Casa Branca respondeu à declaração do papa Leão 14 de que Jesus não ouve as preces de quem promove guerras. A fala foi feita no domingo (29.mar), durante a missa de Domingo de Ramos –que antecede a Páscoa- na Praça São Pedro, no Vaticano, em um momento em que a guerra no Oriente Médio entra em seu 2º mês.
“Jesus é o Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, afirmou o papa. “Ele não ouve as orações daqueles que fazem guerra, mas as rejeita”, declarou.
Ao comentar essas falas, Leavitt disse: “Nossa nação foi fundada há quase 250 anos em valores judaico-cristãos. Vimos presidentes, líderes do Departamento de Guerra e nossas tropas recorrerem à oração durante os momentos mais turbulentos da história do nosso país”.
Assista à declaração (44s):
A declaração da porta-voz da Casa Branca repercutiu nas redes sociais, com muitos questionando a ideia de que os EUA tenham sido fundados com base em valores judaico-cristãos. Eis algumas publicações:

A declaração de Leão 14 representa, pelo menos, a 2ª vez que o líder católico se manifestou publicamente sobre a guerra no Oriente Médio. Em 1º de março, dia seguinte ao início dos ataques na região, o pontífice classificou o conflito armado como uma “tragédia de enormes proporções” e pediu paz e estabilidade na região.
A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques norte-americanos e israelenses no Irã. Ao longo de 1 mês de bombardeios que se espalharam por todo o Oriente Médio, ambos os lados fizeram declarações conflitantes sobre os rumos da guerra.
Enquanto Trump diz estar próximo de um acordo solicitado pelos iranianos, o regime persa mantém uma posição intransigente em relação a um cessar-fogo.
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