O ataque conjunto realizado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28.fev.2026) coloca à prova as alianças militares e diplomáticas construídas nas últimas décadas no Oriente Médio. Até 1979, antes da ascensão do regime dos aiatolás, ambos os países eram próximos.
Os EUA têm uma rede de aliados estratégicos na região que visam a conter a influência iraniana e assegurar o fluxo do comércio global de petróleo. Além de Tel Aviv, também são aliados de Washington:
- Arábia Saudita;
- Emirados Árabes;
- Jordânia;
- Egito;
- Bahrein;
- Síria;
- Kuwait.
Já o Irã é apoiado majoritariamente por países com forte influência de grupos extremistas, como Iêmen, com os houthis, e o Líbano, que apesar de neutro, tem regiões dominadas pelo grupo Hezbollah. O Hamas e a Jihad Islâmica também são aliados dos aiatolás iranianos.
Os que mantêm posição mais neutra são o Qatar (mas que abriga a maior base dos EUA na região), Omã, Iraque e Turquia.
EUA MANTÊM 36 BASES NO ORIENTE MÉDIO
Os Estados Unidos mantêm ao menos 36 instalações militares no Oriente Médio, distribuídas em países vizinhos ou próximos ao Irã. Essas bases funcionam como o principal mecanismo de “pressão máxima” exercido pelos governos norte-americanos.
As forças dos Estados Unidos mantêm na região instalações navais, aéreas, terrestres e conjuntas —muitas compartilhadas. Washington exerce controle total ou parcial sobre essas estruturas, que abrangem desde portos até centros logísticos e um laboratório de pesquisa.

Desde o início de fevereiro, o Pentágono intensificou a atividade aérea e o deslocamento de tropas na região.
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