Os Estados Unidos mantêm atualmente mais de 50.000 militares no Oriente Médio. O número representa cerca de 10.000 soldados a mais em relação ao contingente habitual na região. O reforço aumenta a pressão norte-americana pela abertura do estreito de Ormuz e por uma ofensiva militar terrestre no Irã.
De acordo com o jornal norte-americano New York Times, 2.500 fuzileiros navais chegaram à região neste domingo (29.mar.2026) e outros 2.500 marinheiros estão a caminho.
A passagem marítima é vital para o comércio global, concentrando 20% do tráfego de petróleo mundial. O estreito foi parcialmente fechado por forças iranianas em retaliação a ações militares de Washington e de Israel contra o país persa. Autoridades dos EUA afirmam que o presidente Donald Trump (Partido Republicano) avalia ataques de maior escala.
Entre as possibilidades analisadas está a tomada de territórios ou ilhas iranianas. Na semana passada, o Pentágono enviou 2.000 paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada. Será usado para ocupar a ilha de Kharg, importante centro de exportação de petróleo do Irã.
O balanço de 50.000 soldados não inclui os 4.500 militares a bordo do porta-aviões USS Gerald Ford. A embarcação deixou a região em 23 de março depois de problemas técnicos, incluindo um incêndio na lavanderia. O navio passou por Creta e chegou à Croácia na última 6ª feira (27.mar.2026), quando Trump disse em sua rede social que a operação militar no Irã estava indo bem.
“Vou fazer um grande discurso sobre economia em Miami. Nossa operação militar no Irã está indo MUITO BEM! Presidente DJT”
Especialistas alertam que, apesar do aumento, o contingente é insuficiente para uma invasão terrestre de grande porte. O número é pequeno se comparado aos 250.000 soldados usados na invasão do Iraque em 2003 ou aos 300.000 mobilizados por Israel na Faixa de Gaza.
O Irã tem cerca de 93 milhões de habitantes e um território extenso. Segundo analistas militares, controlar um país com essa complexidade e poderio bélico seria improvável com apenas 50.000 integrantes das Forças Armadas, muitos dos quais estão baseados em navios.
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