Líderes de França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Dinamarca, Holanda, Espanha, Comissão Europeia e Conselho Europeu saudaram nesta 4ª feira (8.abr.2026) a trégua entre os Estados Unidos e o Irã. Em comunicado, disseram que “contribuirão para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz”.
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou na noite de 3ª feira (7.abr) um cessar-fogo de 14 dias. A medida está condicionada à abertura do estreito de Ormuz, passagem marítima por onde é transportado cerca de 20% do petróleo mundial. Mais tarde, o Irã confirmou a trégua e a liberação da passagem.
“Agradecemos ao Paquistão e a todos os parceiros envolvidos por facilitarem este importante acordo”, disseram os líderes.
Assinaram o comunicado:
- Emmanuel Macron – presidente da França;
- Giorgia Meloni – primeira-ministra da Itália;
- Friedrich Merz – chanceler da Alemanha;
- Keir Starmer – primeiro-ministro do Reino Unido;
- Mark Carney – primeiro-ministro do Canadá;
- Mette Frederiksen – primeira-ministra da Dinamarca;
- Rob Jetten – primeiro-ministro da Holanda;
- Pedro Sánchez – presidente do governo da Espanha;
- Ursula von der Leyen – presidente da Comissão Europeia;
- António Costa – presidente do Conselho Europeu.
Eles disseram que “o objetivo agora deve ser negociar um fim rápido e duradouro para a guerra nos próximos dias”, algo que “só pode ser alcançado por meios diplomáticos”.
Os líderes declararam: “Encorajamos veementemente o rápido progresso rumo a uma solução negociada substancial. Isso será crucial para proteger a população civil do Irã e garantir a segurança na região. Pode evitar uma grave crise energética global”.
Conforme o comunicado, os líderes estão em contato “próximo” com os EUA e outros parceiros. “Apelamos a todas as partes para que implementem o cessar-fogo, inclusive no Líbano”, disseram.
Nesta 4ª feira (8.abr), o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), declarou que o Líbano não está incluído no plano de cessar-fogo anunciado por Trump. Segundo o governo israelense, a trégua se limita ao eixo direto entre Israel, Estados Unidos e Irã.
Leia mais:
Powered by WPeMatico
