O empresário Paulo Camisotti optou por ficar em silêncio, nesta 5ª feira (26.fev.2026), na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Amparado por um habeas corpus, negou-se a responder até mesmo sobre assuntos de conhecimento público, como o fato de seu pai, Maurício Camisotti, estar preso sob a acusação de envolvimento nas fraudes no INSS.
Aos 33 anos de idade, Paulo Camisotti é representante de mais de 20 empresas. Uma delas, a Rede Mais Saúde, é suspeita de repassar recursos da Ambec (Associação de Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos).
Segundo requerimentos aprovados pela comissão, a Ambec é investigada por possível envolvimento em descontos indevidos em benefícios previdenciários.
A CPMI quer esclarecer se houve transferência de valores da entidade para a empresa ligada à família Camisotti e qual a origem desses recursos.
A falta de respostas do depoente irritou alguns congressistas. O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) chegou a sugerir um pedido de prisão de Camisotti por falta de colaboração, já que o habeas corpus concedido a ele apenas o libera responder perguntas incriminatórias.
“O lugar de Paulo Camisotti, mesmo branco, rico e bem vestido, é na cadeia”, afirmou o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), relator da CPMI.
OITIVAS CANCELADAS
O deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) e o advogado Cecílio Galvão, que também foram convocados para depor nesta 5ª feira (26.fev.2026), não compareceram.
O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a CPMI recorrerá à condução coercitiva para garantir o depoimento de Cecílio Galvão.
“Araújo não irá comparecer a esta reunião, uma vez que foi desobrigado de aparecer (pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça). A presidência da CPMI recorrerá da decisão. Cecílio Galvão respondeu apenas ontem à convocação, alegando (que não poderia comparecer devido a) compromissos profissionais”, disse Viana.
QUEBRA DE SIGILOS DE LULINHA
Na manhã desta 5ª feira (26.fev), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilos fiscais, bancários e telemáticos de Fábio Luís Lula da Silva. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sessão foi interrompida após confusão sobre a contagem dos votos.
Governistas acusaram o presidente da CPMI de fraude e recorreram ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para anular a votação.
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