A Receita Federal cobrou, em 2025, R$ 5,2 bilhões de contribuintes pessoas físicas por conta de irregularidades encontradas na declaração do Imposto de Renda — relacionadas às movimentações financeiras do ano anterior. O resultado foi apresentado nesta 5ª feira (9.abr.2026). Leia a íntegra da apresentação (PDF – 2 MB).
Desse total:
- R$ 2,6 bilhões se referem aos 2,4 milhões de contribuintes que se “autorregularizaram”;
- R$ 2,6 bilhões se referem a 600 mil contribuintes que não enviaram declaração retificadora e foram autuados.
Em 2025, a Receita recebeu 45 milhões de declarações, sendo 31 milhões de pré-preenchidas. Do total, 3,2 milhões (7,1%) ficaram retidas.
Já em relação às pessoas jurídicas, 9.200 foram consideradas como maiores contribuintes, o que corresponde a 57% de toda a arrecadação.
O Fisco apresentou ainda um aumento no nível de conformidade do e-Social em 2025. Saltou de 37% em janeiro para 85% em dezembro.
FISCALIZAÇÕES
Em 2025, as fiscalizações da Receita Federal constituíram R$ 233,1 bilhões em tributos. Desse total, R$ 221,9 bilhões foram de pessoas jurídicas e R$ 11,2 bilhões de pessoas físicas.
Os maiores créditos tributários constituídos foram:
- IRPJ/CSLL – R$ 137,7 bi (61,2%);
- PIS/Cofins – R$ 42,3 bi (18,8%);
- contribuição previdenciária – R$ 15,2 bi (6,8%).
Segundo a Receita Federal, foram feitas 11 operações de fiscalização em 2025 com mais de 450 alvos. O destaque foram ações ligadas a fraudes no setor de transporte e combustível conectado ao crime organizado.
As operações recuperaram R$ 1 bilhão em créditos tributários e bloquearam bens no valor total de R$ 2,2 bilhões.
CONTRIBUINTES NO EXTERIOR
Segundo a subsecretária de Fiscalização do Ministério da Fazenda, Andrea Costa Chaves, a Receita Federal vai intensificar em 2026 a fiscalização de contribuintes que não declaram suas contas no exterior. Elas são identificadas pelos mecanismos da declaração pré-preenchida.
Em 2025, o Fisco fez uma ação de assistência direcionada a contribuintes de alta renda que não declararam suas contas no exterior.
“Em 2026, a ideia é concluir essa etapa de assistência, análise de justificativas dos contribuintes, das autorregularizações e iniciar a etapa de fiscalização para aqueles contribuintes que não se autorregularizaram”, afirmou.
Chaves declarou que isso não significa que os contribuintes que não fazem a declaração estão incorretos, já que pode haver justificativas, como o fechamento da conta no exterior.
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