O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou neste sábado (14.mar.2026) em sua conta no X que assinaria “quantas vezes forem necessárias” a lista com assinaturas para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para “investigar qualquer ministro que tenha cometido alguma ilegalidade”.
O comentário faz referência a uma reportagem publicada pela Veja em 13 de março, que afirma que o senador teria se arrependido de apoiar a criação da CPI da Toga, o que Flávio classificou como “mentira”.
“Fala, pessoal. Estou aqui no evento com o Marcos Rogério em Rondônia, lançamento da pré-candidatura como governador. E no meio da agenda aqui eu vejo a notícia que, na Veja, pelo amor de Deus, pessoal da Veja, parem de mentir. O título Flávio Bolsonaro se arrepende da CPI do Banco Master. Pelo amor de Deus. Quando é que vocês tiram essas coisas? Checa pelo menos, faça jornalismo. Dá um toque aqui. Flávio, você falou isso… Mentira, nunca falei. Assinei uma vez, assinaria duas, 3, 5, quantas vezes forem necessárias para investigar qualquer ministro que tenha cometido alguma ilegalidade”, declarou o pré-candidato à Presidência.
Em 11 de março, Flávio havia dito que uma CPI para investigar a conduta dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em processos relacionados ao Banco Master é ilegal. Na ocasião, afirmou que o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento, convoca nomes ligados ao ex-presidente “pensando na eleição”.
Flávio declarou: “Ele faz esse tipo de pedido de CPI sabendo que ela não vai ser instaurada porque ela é ilegal. Você não pode instaurar uma CPI para investigar crimes comuns de pessoas. Então ele faz para tirar uma onda”. Segundo o senador, a decisão de assinar foi para evitar ser sacaneado por Vieira, que poderia declarar que Flávio teria “algum rabo preso” para não rubricar o documento.
Flávio Bolsonaro em Rondônia
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O senador participou neste sábado (14.mar) do lançamento do senador Marcos Rogério (PL-RO) como pré-candidato ao governo de Rondônia pelo Partido Liberal. No mesmo encontro, a legenda confirmou os nomes que pretende lançar para o Senado em 2026: o deputado federal Fernando Máximo, que deixou o União Brasil e se filiou ao PL, e o pecuarista Bruno Scheid.
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