A Liberty Media informou que a F1 (Fórmula 1) encerrou 2025 com receita de US$ 3,87 bilhões, alta de 14% na comparação anual. O lucro operacional do negócio subiu 28%, para US$ 632 milhões, e o Adjusted OIBDA (lucro operacional ajustado antes de depreciação e amortização) avançou 20%, para US$ 946 milhões, segundo o comunicado com os resultados do 4º trimestre e do ano.
No recorte do 4º trimestre, a F1 somou US$ 1,38 bilhão em receita, alta de 22%, com lucro operacional de US$ 199 milhões e Adjusted OIBDA de US$ 266 milhões. O período teve 7 corridas, 1 a mais do que no mesmo trimestre de 2024, o que elevou a proporção de receitas reconhecidas no fim do ano.
A Liberty atribuiu o avanço anual da chamada receita primária —formada por promoção de corridas, direitos de mídia e patrocínios— a aumentos contratuais e ao crescimento em todas as frentes. A empresa disse que os patrocínios subiram com a entrada de novos parceiros, reajustes em contratos existentes e expansão de publicidade digital. Nos direitos de mídia, apontou aumento de taxas, crescimento das assinaturas do F1 TV e o reconhecimento de uma receita pontual associada ao filme da categoria. Na promoção de corridas, citou reajustes contratuais.
A receita “outra”, que inclui hospitalidade, frete e licenciamento, também cresceu, puxada por hospitalidade e por novas atividades na Grand Prix Plaza, em Las Vegas. A Liberty afirmou que o GP de Las Vegas esgotou ingressos, teve público de mais de 300 mil no fim de semana e registrou 1,8 bilhão de impressões sociais com conteúdos e parceiros de patrocínio.
No lado operacional, a empresa disse que a expansão do lucro refletiu a receita crescendo mais do que despesas e repasses às equipes. Os pagamentos às equipes subiram com a maior rentabilidade da F1, mas a Liberty informou que essa linha caiu como proporção do Adjusted OIBDA pré-repasses, de 61,5% em 2024 para 59,7% em 2025.
Em audiência, a Liberty registrou 6,75 milhões de fãs nas etapas em 2025, alta de 4%, e disse que a audiência ao vivo avançou 21% na comparação anual. Entre os anúncios comerciais, a empresa citou a volta do GP de Portugal em 2027 e 2028, a extensão do GP de Barcelona-Catalunya até 2032 em sistema de rotação com o GP da Bélgica, um acordo de patrocínio plurianual com o Standard Chartered e a renovação dos direitos com a ESPN na América Latina e no Caribe até 2028. Também informou que assinou o Acordo da Concórdia com todas as equipes e a FIA até 2030.
“A F1 encerrou mais uma temporada de recordes, marcando um excepcional 75º aniversário do esporte”, disse Stefano Domenicali, presidente e CEO da F1.
Segundo ele, o próximo capítulo inclui a estreia de novas equipes, como Cadillac e Audi, o retorno de fabricantes tradicionais ao grid e a introdução de uma nova geração de carros, motores e regulamentos, mudanças que devem tornar as corridas mais competitivas e atrativas.
O executivo afirmou ainda que o esporte vive um de seus momentos mais fortes, citando o portfólio de parceiros comerciais globais. Entre eles estão empresas como Disney, Lego, Pepsi, Apple e Standard Chartered, que ampliaram sua associação à categoria em meio à expansão de audiência e receitas.
Essa estrutura mantém fidelidade à fala original, evita excesso de aspas longas e encaixa melhor no fluxo jornalístico, além de conectar diretamente o crescimento financeiro à força comercial da F1.
A valorização da Fórmula 1 também se reflete no crescimento financeiro das equipes e de seus integrantes. A Ferrari lidera o ranking das escuderias mais valiosas, com US$ 6,4 bilhões, seguida por Mercedes e Red Bull. O valor médio das equipes chegou a US$ 3,42 bilhões em 2025, alta de 48% em 1 ano, impulsionado pela expansão global da categoria, novos acordos comerciais e maior audiência.
O avanço comercial também elevou patrocínios e salários. A Mercedes fechou parceria com a Microsoft estimada em cerca de US$ 60 milhões anuais, enquanto o piloto Max Verstappen liderou o ranking dos mais bem pagos da categoria com US$ 76 milhões na temporada. No total, os 10 pilotos mais bem remunerados somaram US$ 363 milhões, crescimento de 15% em relação ao ano anterior, refletindo o aumento das receitas e da rentabilidade do esporte.
A temporada 2026 da F1 começa com o GP da Austrália, com a corrida marcada para 8 de março.
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