O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse nesta 3ª feira (14.abr.2026) que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará dialogar e negociar sobre a redução da jornada de trabalho 6 X 1 com os empresários. Ele declarou que outros países estão avançando nessa discussão para estabelecer uma nova regra de jornada 5 X 2.
Na 2ª feira (13.abr), a CNI (Confederação Nacional da Indústria) enviou uma carta aos congressistas para criticar a medida sem as devidas discussões técnicas para debater os efeitos na economia brasileira, especialmente na produtividade.
Rosa declarou que o governo apoia a redução da jornada de trabalho. Ele disse que é uma necessidade que se impõe aos trabalhadores e que melhora a qualidade de vida das pessoas.
“Haverá o diálogo. O Legislativo é campo propício, mas a posição do governo, do presidente Lula, é favorável à redução para 40 horas e 5 por 2 [dias]. Essa é uma tendência no mundo inteiro, não é apenas aqui. Não há razão para que o Brasil não discuta e, eventualmente, legisle deste modo”, disse Rosa.
O ministro declarou que a CNI e o setor produtivo terão diálogo com o governo para saber os detalhes, mas é uma pauta “cujas diretrizes já estão fixadas”.
Ele concedeu entrevista a jornalistas depois de sua cerimônia de posse do cargo, no auditório do Ministério do Planejamento e Orçamento, em Brasília. O ex-ministro e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, estavam presentes.
CERIMÔNIA DE POSSE
Em seu discurso de posse, Márcio Rosa disse que a indústria e a economia brasileira colhem frutos do governo Lula. Afirmou que irá continuar o trabalho de Alckmin e manter diálogo com o setor privado. Rosa citou o caso do tarifaço dos EUA contra vários países, inclusive o Brasil, e declarou que será um intermediário para superar tensões.
Segundo o novo ministro, o presidente Lula liderou “de tal modo essa tensão” que hoje o Brasil tem outro tamanho na cena internacional. Rosa defendeu ainda que o governo conseguiu superar o momento de tensão sem perder o foco das políticas industriais.
O ministro ainda elogiou Lula por ter recriado o Mdic, que estava integrado ao Ministério da Economia no governo Jair Bolsonaro (PL), e o CNPI (Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial). Defendeu que a indústria moderna está necessariamente associada à bioeconomia, olhando para o futuro e para a modernidade.
Rosa disse que a NIB (Nova Indústria Brasil) possibilitou a melhora da economia. Alckmin declarou que
MDIC
Rosa nomeado em 3 de abril. Inicialmente, havia dúvida se o ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França assumiria o comando da pasta, mas ele concorrerá às eleições em São Paulo e deixou o governo. Há a possibilidade que o ex-ministro dispute uma das vagas ao Senado na chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).
Rosa tem 63 anos. É formado em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru (SP), e é mestre e doutor em direito do Estado pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Foi integrante do Ministério Público de São Paulo, onde atuou como promotor de Justiça de Direitos Difusos e Coletivos de 2009 a 2012 e como promotor de Justiça e Cidadania de 1986 a 2009.
Também ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo em 2 mandatos consecutivos, de 2012 a 2014 e de 2014 a 2016. Na administração pública estadual, foi secretário de Justiça e da Cidadania de São Paulo de 2016 a 2018 e presidente da Fundação Casa.
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