O líder brasileiro, que tem relação próxima com Maduro, já criticou Corina Machado em ocasiões anteriores. Em 2024, quando o governo chavista proibiu a candidatura da opositora, Lula disse que Corina não deveria “ficar chorando” e comparou o caso ao seu impedimento de concorrer ao Palácio do Planalto em 2018. Em resposta, a venezuelana o acusou de machismo.
A posição da diplomacia brasileira contrasta com a adotada no Nobel da Paz de 2024. No ano passado, o Ministério das Relações Exteriores felicitou a vencedora da premiação, a japonesa Nihon Hidankyo, no mesmo dia do anúncio pela academia.
Em 2023, não houve nota oficial do Itamaraty sobre a laureada Narges Mohammadi. A iraniana foi homenageada “pela sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e pela sua luta para promover os direitos humanos e a liberdade para todos”.
Procurado pelo Poder360, o Ministério das Relações Exteriores não comentou se pretende divulgar um comunicado a respeito do Nobel da Paz de 2025.
LULA & CORINA MACHADO
Há uma diferença entre o impedimento de Lula em 2018 e o de Corina em 2024. O petista foi julgado por duas Instâncias da Justiça Federal e teve a sentença confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça, depois de ter sido condenado por corrupção na Lava Jato, com inúmeras empresas devolvendo o dinheiro desviado.
Já Corina foi acusada pelo sistema judicial da Venezuela, 100% comandado por Maduro, de atuar contra o país ao ter apoiado a aplicação de sanções e bloqueio econômico –para pressionar pela volta da democracia plena.
