A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton (Partido Democrata), disse que o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) realiza um “acobertamento” na gestão dos documentos relacionados a Jeffrey Epstein. A declaração foi feita durante entrevista à BBC, divulgada nesta 3ª feira (17.fev.2026).
Em resposta, a Casa Branca afirmou que fez “mais pelas vítimas do que os Democratas jamais fizeram” ao liberar os arquivos do criminoso sexual.
O DOJ (Departamento de Justiça norte-americano) divulgou milhões de documentos sobre Epstein no início deste mês, depois de o Congresso aprovar legislação exigindo a publicação desses materiais. Uma parte dos arquivos, no entanto, permaneceu confidencial, por conter registros médicos pessoais, representações gráficas de abuso infantil ou materiais que poderiam comprometer investigações em andamento.
A controvérsia aumentou quando o Comitê de Supervisão da Câmara convocou Hillary e seu marido, o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, para testemunharem sobre suas conexões com Epstein. Inicialmente, o casal resistiu à intimação, mas concordou em depor no mês passado, evitando uma votação de desacato ao Congresso que estava programada.
Os depoimentos dos Clintons estão marcados para a próxima semana em Washington, onde o Comitê de Supervisão da Câmara realiza suas sessões. Hillary comparecerá em 26 de fevereiro e Bill no dia seguinte, 27 de fevereiro. Esta será a 1ª vez em 43 anos que um ex-presidente norte-americano testemunhará perante um comitê congressual desde Gerald Ford, em 1983.
O caso envolve diversas figuras proeminentes, incluindo Andrew Mountbatten-Windsor, sobre quem Hillary Clinton disse: “Acho que todos que forem convocados a testemunhar devem fazê-lo”. Andrew é irmão do rei do Reino Unido, Charles 3º, e foi destituído de todos os títulos reais em 2025 por sua relação próxima a Epstein.
Embora o DOJ tenha afirmado que liberou todos os documentos exigidos pela Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, alguns legisladores consideram a divulgação insuficiente. Thomas Massie, representante republicano do Kentucky e coautor da lei, solicitou que o departamento também divulgue memorandos internos descrevendo decisões anteriores sobre acusações contra Epstein e seus associados.
O conteúdo completo das páginas retidas pelo DOJ permanece desconhecido, assim como quais outras personalidades públicas podem estar mencionadas nos documentos não divulgados.
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