O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, ordenou, em publicação no X nesta 4ª feira (25.fev.2026), o reforço da segurança em instalações críticas de energia após afirmar que a Ucrânia tenta desestabilizar o sistema energético húngaro. Ele não apresentou provas públicas das acusações.
Nos últimos dias, o governo em Budapeste acusou Kiev de reter deliberadamente entregas de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano e abastece refinarias na Hungria e na Eslováquia. Autoridades ucranianas negaram as alegações e afirmaram que a estrutura foi atingida por um ataque de drone russo.
No vídeo publicado nas redes sociais, Orbán disse que o governo ucraniano estaria promovendo “um bloqueio de petróleo” para pressionar a Hungria. Segundo ele, os serviços de segurança do país indicam que a Ucrânia estaria “preparando novas ações para interromper a operação do sistema energético da Hungria”.
We will not give in to blackmail ❗️
I have ordered increased security for critical energy infrastructure.
The Ukrainian government is exerting pressure on the Hungarian and Slovak governments through an oil blockade. They will not stop there, as they are preparing further… pic.twitter.com/bulICvhy1m
— Orbán Viktor (@PM_ViktorOrban) February 25, 2026
“Vamos mobilizar soldados e os equipamentos necessários para repelir ataques nas proximidades de instalações-chave de energia”, disse. “A polícia fará patrulhamento com forças reforçadas ao redor de usinas designadas, estações de distribuição e centros de controle”.
O premiê determinou ainda a proibição de operações com drones no condado de Szabolcs-Szatmár-Bereg, na fronteira com a Ucrânia.
Desde o início da guerra, em 24 de fevereiro de 2022, a maior parte dos países europeus reduziu ou interrompeu importações de energia da Rússia. Hungria e Eslováquia, porém, mantiveram o fornecimento de petróleo e gás russos, beneficiadas por uma isenção temporária da União Europeia que permite a continuidade das compras de petróleo russo.
No plano político, Orbán tem intensificado o discurso contra a Ucrânia às vésperas das eleições de 12 de abril. O partido governista Fidesz aparece atrás nas principais pesquisas independentes, diante da candidatura de centro-direita de Péter Magyar, do partido Tisza.
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