O Irã executou ataques nesta 2ª feira (6.abr.2026) contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), estabeleceu prazo até a noite de 3ª feira (7.abr), às 21h (horário de Brasília), para que as forças iranianas desbloqueiem o Estreito de Ormuz. O comando militar de Teerã advertiu sobre represálias amplas caso Washington cumpra ameaças contra instalações civis do país.
O Kuwait registrou 6 feridos depois de ser atingido por mísseis e drones iranianos. Nos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa ficou ferida pela queda de destroços de drones interceptados pela defesa antiaérea.
No domingo (5.abr), um míssil atingiu Haifa, no norte de Israel. Duas pessoas morreram sob os escombros de um prédio, e outras duas permanecem desaparecidas.
O Exército israelense anunciou uma nova rodada de ataques contra a capital iraniana. A Guarda Revolucionária confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em bombardeios executados por Israel e Estados Unidos. Em Teerã, uma instalação de gás foi danificada, deixando parte da cidade sem abastecimento, segundo a televisão estatal Irib. Uma universidade próxima à infraestrutura também sofreu danos.
Disparos atingiram bairros residenciais da capital. Oito hospitais precisaram ser evacuados, conforme a imprensa local. Na cidade de Qom, 5 pessoas morreram depois de um ataque a um bairro residencial, de acordo com a agência Tasnim.
O Estreito de Ormuz permanece bloqueado desde o início dos combates, há mais de 1 mês. A rota marítima responde por cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em publicação em seu perfil na Truth Social, Trump escreveu: “Abram o estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno”. O presidente já adiou prazos anteriores e afirmou ter mantido “conversas produtivas” com os iranianos sobre um possível acordo de trégua.

O portal Axios noticiou, com base em 4 fontes norte-americanas, israelenses e regionais, que Estados Unidos, Irã e mediadores do Oriente Médio discutiram no fim de semana os termos de um possível cessar-fogo de 45 dias, que poderia levar ao fim permanente da guerra. Um alto funcionário do governo em Teerã confirmou à Reuters que a proposta de Washington está em análise e foi repassada pelo Paquistão.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, acusou os EUA de possíveis “crimes de guerra” ao se referir às ameaças contra instalações civis. O comando militar iraniano afirmou que, se os ataques a alvos civis continuarem, as próximas fases das operações serão “muito mais devastadoras e amplas”.
A força naval da Guarda Revolucionária declarou que prepara uma “nova ordem” no Golfo e que as condições no Estreito de Ormuz não voltarão ao status anterior, especialmente para Estados Unidos e Israel. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que “toda a nossa região vai queimar” caso continuem as ações alinhadas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O analista de segurança Danny Citrinowicz afirmou à AFP que a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã, nas condições atuais, é quase inexistente.
Powered by WPeMatico
