O Irã lançou nesta 3ª feira (24.mar.2026) uma onda de mísseis contra Tel Aviv, em Israel, depois de autoridades iranianas negarem a existência de diálogo com os Estados Unidos e com o presidente Donald Trump (Partido Republicano). Os disparos fazem parte de uma sequência de ataques iniciada ainda na noite de 2ª feira (23.mar.2026), atingindo diferentes regiões do país, enquanto Israel bombardeava alvos do grupo Hezbollah em Beirute, no Líbano, segundo o jornal digital The Times of Israel.
De acordo com a agência iraniana Fars, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, afirmou que o país não manteve qualquer contato com os EUA desde o início da ofensiva militar conjunta entre americanos e israelenses, no fim de fevereiro. Segundo ele, a posição iraniana sobre o estreito de Ormuz e as condições para encerrar o conflito permanecem inalteradas.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, também negou negociações e classificou como “fake news” declarações de Trump sobre conversas em andamento. Segundo Qalibaf, esse tipo de informação teria como objetivo influenciar os mercados financeiro e energético.
Há divergências sobre os impactos dos ataques. A agência estatal IRNA informou que os mísseis iranianos deixaram 9 mortos em território israelense. Já o The Times of Israel relatou que 4 pessoas ficaram levemente feridas após um míssil balístico atingir Tel Aviv.
Em paralelo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, em uma publicação no X, que o país continuará atacando alvos no Irã e no Líbano. Segundo ele, a ofensiva busca enfraquecer os programas nuclear e de mísseis iranianos, além de atingir o Hezbollah.
Netanyahu também declarou que Israel eliminou recentemente 2 cientistas ligados ao programa nuclear iraniano e que as operações militares continuarão para garantir os “interesses vitais” do país.
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