O governo do Irã nomeou, nesta 3ª feira (24.mar.2026), o ex-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Baqer Zolqadr, como novo secretário do SNSC (Conselho Supremo de Segurança Nacional), um dos órgãos mais poderosos da estrutura política do país.
Zolqadr substituirá Ali Larijani, figura central da política iraniana que morreu na semana passada em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional coordena as políticas de defesa, segurança interna e relações exteriores do país. Embora seja formalmente presidido pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, suas decisões estratégicas dependem da aprovação do líder supremo, que tem a palavra final em questões de Estado.
O órgão reúne representantes das Forças Armadas, das agências de inteligência e do governo, além de delegados ligados ao líder supremo. Na prática, funciona como o principal fórum de formulação da estratégia de segurança do Irã.
Ao longo da carreira, Zolqadr ocupou cargos ligados à segurança e à administração pública, como vice-secretário de segurança do Ministério do Interior e vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
Desde 2022, atuava como secretário do Conselho de Discernimento da Conveniência, responsável por mediar disputas legislativas entre o Parlamento e o Conselho dos Guardiães —órgão composto por clérigos e juristas que supervisiona eleições e pode vetar leis.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, o presidente Donald Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um possível ataque contra o país.
Depois, o republicano declarou que autoridades militares, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideravam que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã declarar que “nunca terá uma arma nuclear”. Segundo ele, o país “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e bases no exterior e trabalha para alcançar o território norte-americano”.
As declarações foram feitas enquanto os EUA mantinham conversas diplomáticas com o Irã, sem acordo até o momento.
Uma autoridade iraniana disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões se os EUA reconhecessem seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem sanções econômicas.
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