As IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) iniciaram nesta 4ª feira (4.mar.2026) uma nova rodada de bombardeios em larga escala contra alvos ligados ao governo iraniano em Teerã. Segundo comunicado militar israelense, a ofensiva integra a 10ª onda de ataques desde o início do conflito mais recente entre os países, no sábado (28.fev).
Em nota, as IDF declararam ter conduzido durante a madrugada uma série de operações aéreas contra “dezenas de infraestruturas do regime iraniano” em diferentes regiões do país. Os ataques foram realizados pela Força Aérea de Israel com base em “inteligência precisa” das forças armadas israelenses.
Entre os alvos atingidos estaria uma instalação usada para armazenamento, produção e lançamento de mísseis balísticos na cidade de Isfahan, no oeste do Irã. Segundo os militares israelenses, o local abrigaria também mísseis do modelo Ghadr.
“Uma instalação usada pelo regime para armazenamento, produção e lançamento de mísseis balísticos –incluindo mísseis Ghadr– foi atingida em Isfahan”, disseram as IDF no comunicado.
De acordo com as forças israelenses, o ataque teve como objetivo reduzir a capacidade de lançamento de mísseis a partir da instalação. A nota afirma ainda que Israel continuará a agir contra estruturas militares iranianas.
“As IDF não permitirão que o regime iraniano prejudique o Estado de Israel ou seus residentes e continuarão a operar contra a infraestrutura do regime onde for necessário”, diz o texto.
Além da instalação em Isfahan, as IDF informaram que sistemas de defesa iranianos também foram atingidos durante a operação. Segundo o comunicado, os ataques ampliaram o controle aéreo israelense sobre o espaço aéreo do Irã.
“A Força Aérea de Israel atingiu sistemas de defesa e ampliou seu controle aéreo nos céus do Irã”, afirmaram os militares.
Desde então, Israel afirma ter ampliado suas operações contra estruturas militares e de segurança iranianas com o objetivo de reduzir a capacidade ofensiva do país.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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