O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste sábado (7.mar.2026) que as forças armadas do país têm controle quase total do espaço aéreo sobre Teerã, capital do Irã. Em pronunciamento televisionado, Netanyahu destacou o esforço dos pilotos israelenses e norte-americanos e prometeu seguir com “força total”.
“Ao povo iraniano: a hora da verdade se aproxima, porque não buscamos dividir o Irã, e sim libertá-lo do jugo da tirania e viver em paz com ele. Essa libertação depende de vocês, do bravo povo iraniano”, declarou.
Para Netanyahu, os esforços militares alteraram o equilíbrio de poderes do Oriente Médio e consolidaram Israel como uma potência regional que “dissuade nossos vizinhos e nossos inimigos”. Ele também declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu o “perigo” do regime iraniano e agiu para “neutralizar as ameaças”.
“Nos últimos dias, o Irã atacou 12 países vizinhos. Nós os apoiamos. Muitos países se voltam agora para nós, para cooperar. Transformamos o Oriente Médio, alteramos o equilíbrio de poderes. Israel é uma potência regional que dissuade nossos vizinhos e nossos inimigos”, afirmou o premiê.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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