Israel afirmou nesta 4ª feira (8.abr.2026) que o Líbano não está incluído no plano de cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e confirmado pelo Irã. A informação foi divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud, direita), que declarou apoio à decisão de suspender ataques contra o território iraniano por duas semanas, sob condições como a reabertura do estreito de Ormuz e a interrupção de ações hostis contra EUA, Israel e aliados na região.
Segundo o comunicado, a trégua proposta se limita ao eixo direto entre Israel, Estados Unidos e Irã. “O cessar-fogo de duas semanas não inclui o Líbano”, afirmou o gabinete de Netanyahu.

A posição contraria a declaração anterior do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que faz a mediação das negociações e havia indicado que o acordo abrangeria “todas as áreas, incluindo o Líbano”.
Na 3ª feira (7.abr), as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram ter matado cerca de 130 integrantes de grupos armados e destruído mais de 1.000 estruturas classificadas como infraestrutura de militantes no sul do país. Pelo menos 8 pessoas morreram e 22 ficaram feridas depois de um ataque à cidade portuária de Sidon, disse o Ministério da Saúde do Líbano nesta 4ª feira (8.abr), segundo a agência Reuters.
O plano de cessar-fogo anunciado por Trump estabelece uma pausa de 14 dias nas hostilidades envolvendo o Irã, com mediação e negociações indiretas. Teerã confirmou a disposição para dialogar, mas declarou que as negociações não significam o fim da guerra e que continuará defendendo seus interesses nacionais.
Em comunicado, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse que “o inimigo” sofreu uma “derrota inegável, histórica e esmagadora em sua guerra covarde, ilegal e criminosa contra a nação iraniana”.
O Irã iniciará negociações com representantes norte-americanos em Islamabad durante as duas semanas de trégua. O cessar definitivo das hostilidades dependerá da conclusão bem-sucedida das negociações.
No Truth Social, Trump disse que a trégua representa “um grande dia para a paz mundial” e que pode ser o início da “era de ouro” do Oriente Médio.
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