Fundador do ICL Notícias, o jornalista Eduardo Moreira criticou Jair Bolsonaro (PL) durante entrevista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta 4ª feira (8.abr.2026).
“Governos que mais investigam a corrupção pagam o preço de aparecer muita corrupção no governo. Fácil é fazer como o Bolsonaro fez: não investiga nada e não vai aparecer nada”, declarou.
Moreira citou os casos do Banco Master e as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
“Não é só que não aparece, vai crescendo. Esquema do INSS, o Roberto Campos Neto [ex-presidente do Banco Central] aprovando as coisas todas do Banco Master”, disse.
BANCO MASTER
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O fundador da instituição financeira, Daniel Vorcaro, firmou em 19 de março de 2026 um acordo de confidencialidade com a Polícia Federal e com a Procuradoria Geral da República que possibilita uma delação premiada.
O documento expõe riscos de várias autoridades públicas de Brasília. Esse acordo foi assinado quase 12 meses depois do anúncio de compra pelo Banco de Brasília. Tal operação foi vetada peloBC. Atualmente, o BRB tenta se recuperar financeiramente.
O Master foi responsável por rombo recorde no FGC (Fundo Garantidor de Créditos), de quase R$ 52 bilhões, mesmo tendo somente 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro nacional. Também provocou prejuízo de quase R$ 2 bilhões para Estados e municípios nos fundos de Previdência.
O governo Lula responsabiliza Campos Neto pelo caso Master. Lula chegou a afirmar que banco é o “ovo da serpente” do governo anterior.
“Esse banco nasceu em 2019. No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central Ilan [Goldfajn] negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu [o Banco Master] em setembro [sic] de 2019 foi Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele”, declarou.
INSS
Em 23 de abril de 2025, a PF deflagrou a operação Sem Desconto para investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
A investigação identificou a existência de irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sem autorização dos beneficiários sobre suas aposentadorias e pensões, concedidos pelo instituto.
A repercussão do caso levou à demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT). O pedetista foi aconselhado por deputados a deixar o cargo, desde que afirmasse que as fraudes começaram no governo de Bolsonaro.
Lula também culpa a gestão anterior pelos desvios. Em publicação nas redes sociais em julho de 2025, o presidente disse que foram as “quadrilhas montadas no governo passado” que atuaram para lesar beneficiários.
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