Os Estados Unidos e Israel, aliados na incursão bélica contra o Irã, possuem contingente militar 2,4 vezes maior do que o país persa. Ambos iniciaram em 28 de fevereiro ataques contra Teerã, que resultaram na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e na retaliação iraniana contra 11 países no Oriente Médio e Ásia, além de impacto na cadeia global de petróleo, com consequências econômicas mundiais.
Juntos, EUA e Israel têm 1.485.100 pessoas em tropas ativas, enquanto as forças iranianas têm 610.000 pessoas. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), chegou a dizer que destruiu a Marinha e Força Aérea do Irã –e que seus mísseis, drones e armas foram “dizimados”.
Os EUA têm 0 3º maior número de militares ativos do mundo, com 1.315.600 pessoas, atrás da China e da Índia. Em termos gerais, contabilizando reservista e forças paramilitares, os norte-americanos somam cerca de 2.112.800 combatentes.
Israel, sozinho, apresenta uma desvantagem numérica: está na 29ª posição do ranking, com 169.500 pessoas em forças militares. É um número bastante inferior ao das forças do Irã, que está em 8º nesta lista.

Os ataques coordenados por Washington mataram Khamenei e pelo menos mais 15 autoridades do país desde 28 de fevereiro. Em resposta, Teerã usa o bloqueio do estreito de Ormuz –região que escoa cerca de 20% do petróleo mundial– para pressionar Washington e seus aliados a encerrarem os ataques. Tem também atacado alvos em países aliados dos norte-americanos na região.
Os Estados Unidos ainda não usaram tropas de solo no território iraniano durante a guerra. De acordo com informações do Wall Street Journal divulgadas na 6ª feira (27.fev.2026), o Pentágono considera enviar 10.000 soldados à região –o que equivale a 0,76% do contingente ativo disponível no país.
Em outros conflitos ao redor do mundo, as diferenças de contingente influenciam os contornos das guerras. No caso da Rússia e da Ucrânia, por exemplo, há uma diferença consideravelmente menor –o que transparece uma das dificuldades que travam uma solução para o embate.
A China também chama atenção por ter o maior contingente ativo do mundo. O número é tão expressivo que, mesmo somando as tropas dos Estados Unidos e de Taiwan, o total ainda é menor do que o efetivo disponível em Pequim.

TAIWAN X CHINA
A China, com um contingente militar ativo como mais de 2 milhões de pessoas, tem intensificando exercícios militares e pressionando pela unificação da ilha ao governo central. Sozinho, o território separatista tem um exército quase inexpressivo frente ao país, com 169 mil combatentes ativos, configurando em 30º no ranking.
Os Estados Unidos tem demonstrado grande apoio à ilha, principalmente para tentar conter a influência chinesa na Ásia. Com os soldados norte-americanos ao lado de Taiwan, a China poderia enfrentar um contingente máximo de 1,5 milhão de pessoas em atividades militares. Ainda assim, os chineses um volume de tropas 1,4 vezes maior.
Mesmo com a tensão na região, a CIA (Agência Central de Inteligência) dos Estados Unidos concluiu que a China não planeja invadir Taiwan militarmente nos próximos 2 anos. O relatório, divulgado em 18 de março, indica que Pequim deve priorizar meios diplomáticos.
A meta chinesa é reintegrar Taiwan até 2049 –centenário da fundação da República Popular da China e da ascensão do Partido Comunista ao poder.
RÚSSIA X UCRÂNIA
O conflito entre Rússia e Ucrânia completou 4 anos em fevereiro. Se tornou a guerra ininterrupta entre Estados mais longa no continente europeu desde o fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). As forças russas ocupam atualmente cerca de 120 mil km² do território ucraniano –o equivalente a 20% da área total do país.
Ao comparar exclusivamente os contingentes por país, Moscou apresenta vantagem moderada: tem 1,5 vezes mais tropas que Kiev. O número de combatentes à disposição da Rússia ultrapassa 1,1 milhão, enquanto a Ucrânia conta com 730 mil pessoas.
Mesmo com a vantagem russa, o governo ucraniano tem o apoio de países da Otan (Aliança do Tratado Atlântico Norte). No entanto, nunca houve uma confirmação de que os integrantes do grupo enviariam tropas para áreas de combate para auxiliarem na linha de frente no conflito.
O confronto evoluiu para uma guerra de atrito, mas a linha de frente se estabilizou. As ofensivas russas mais recentes registram avanços de 15 a 70 metros por dia.
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