Líderes globais realizaram nesta 4ª feira (8.abr.2026) uma declaração conjunta em favor do cessar-fogo, acordado entre Estados Unidos e Irã. Pediram a continuação dos esforços diplomáticos pelo fim definitivo da guerra.
A nota, publicada no perfil do X do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer (Partido Trabalhista, centro-esquerda), é de coautoria dos líderes de França, Itália, Alemanha, Canadá, Dinamarca, Holanda, Espanha e Japão.
O texto pede, ainda, a extensão do cessar-fogo ao Líbano. Nesta 4ª feira, Israel afirmou que a trégua não inclui o país vizinho, levando o Irã novamente a suspender a travessia pelo estreito de Ormuz.
Eis a íntegra da declaração conjunta:
“Saudamos o cessar-fogo de duas semanas acordado hoje entre os Estados Unidos e o Irã.
Agradecemos ao Paquistão e a todos os parceiros envolvidos por terem facilitado este importante acordo.
O objetivo deve ser agora negociar um fim rápido e duradouro para a guerra nos próximos dias. Isso só pode ser alcançado por meios diplomáticos.
Encorajamos fortemente um rápido progresso rumo a um acordo negociado substancial.
Isso será crucial para proteger a população civil do Irã e garantir a segurança na região. Pode evitar uma grave crise energética global.
Apoiamos esses esforços diplomáticos. Para esse fim, estamos em contato estreito com os Estados Unidos e outros parceiros.
Apelamos a todas as partes para que implementem o cessar-fogo, incluindo no Líbano.
Os nossos governos contribuirão para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.
DECLARAÇÃO CONJUNTA DOS LÍDERES DO REINO UNIDO, FRANÇA, ITÁLIA, ALEMANHA, CANADÁ, DINAMARCA, PAÍSES BAIXOS, ESPANHA, COMISSÃO EUROPEIA, CONSELHO EUROPEU E JAPÃO.”
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez (Psoe, centro-esquerda), crítico assíduo da ação norte-americana no Oriente Médio, escreveu no X que a trégua era uma boa notícia. Ele acrescentou, porém, que “o governo da Espanha não aplaudirá aqueles que incendiaram o mundo simplesmente porque aparecem com um balde”.
O plano de cessar-fogo anunciado por Trump estabelece uma pausa de 14 dias nas hostilidades envolvendo o Irã, com mediação e negociações indiretas. Teerã confirmou a disposição para dialogar, mas declarou que as negociações não significam o fim da guerra e que continuará defendendo seus interesses nacionais.
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