O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou na 3ª feira (17.mar.2026) uma notícia de fato na Polícia Federal e na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O anúncio foi feito em publicação nas redes sociais do congressista, no Instagram e no X.
Na postagem, Lindbergh afirma que Campos Neto “sabia de tudo” sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e não teria adotado medidas para conter riscos ao sistema financeiro. Segundo o deputado, entidades do setor bancário teriam enviado alertas formais ao BC.
O congressista cita comunicações do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) que, de acordo com ele, apontavam preocupações com a emissão de CDBs considerados arriscados e possíveis impactos ao sistema financeiro nacional. Lindbergh pede que a PF investigue eventuais condutas ilícitas, tanto na esfera penal quanto administrativa e funcional, e solicita a apuração de reuniões e comunicações entre representantes do setor bancário e a presidência do BC à época.
Na publicação, o deputado também menciona decisões do BC envolvendo o antigo Banco Máxima, afirmando que houve mudanças de entendimento ao longo dos anos que teriam permitido operações posteriormente questionadas. Ele ainda critica o que classificou como “blindagem” por parte da imprensa em relação à atuação de Campos Neto.
O Poder360 procurou o Nubank por e-mail para saber se gostaria de se manifestar sobre o tema, considerando a atuação de Campos Neto como vice chairman e chefe global de políticas públicas do banco digital. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso haja manifestação.
O Poder360 também tentou contato com Roberto Campos Neto, mas não obteve sucesso em localizar telefone ou e-mail válidos. O jornal seguirá tentando contato, e esta reportagem será atualizada em caso de posicionamento.
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