O presidente da França, Emmanuel Macron (Renaissance, centro), aceitou nesta 3ª feira (24.fev.2026) a renúncia de Laurence des Cars, que dirigia o Museu do Louvre. A decisão foi tomada depois de meses de pressão sobre a gestão da instituição.
De acordo com o Palácio do Eliseu, Macron considerou a saída um “ato de responsabilidade”. Segundo ele, o museu precisa de calma e de novo impulso para acelerar projetos de segurança e modernização.
A diretora enfrentou um ano de crises sucessivas. Em outubro de 2025, ladrões invadiram a Galeria Apollo e roubaram joias da Coroa francesa avaliadas em 88 milhões de euros (US$ 102 milhões). A ação durou menos de 8 minutos. Até agora, as autoridades não recuperaram as peças. O episódio expôs falhas de segurança e intensificou as críticas à administração.
Em 2025, no mesmo dia do roubo, Des Cars colocou o cargo à disposição, mas o governo recusou o pedido. No entanto, em entrevista ao jornal Le Figaro, ela afirmou recentemente que não conseguiria conduzir as reformas necessárias no atual ambiente institucional.
Além do roubo, o Louvre enfrentou greves por melhores salários e condições de trabalho. Funcionários denunciaram superlotação e falta de pessoal, sobretudo nas áreas mais visitadas, como a sala da Mona Lisa. Além disso, um rompimento de cano próximo à obra e outros vazamentos reforçaram críticas à infraestrutura.
Paralelamente, promotores investigam um suposto esquema de fraude na venda de ingressos que pode ter causado prejuízo de 10 milhões de euros ao longo de 10 anos. Guias turísticos teriam reutilizado bilhetes para diferentes grupos, possivelmente com apoio interno.
Enquanto isso, o governo tenta avançar com o plano de renovação “Louvre Nova Renascença”, estimado entre 700 milhões e 800 milhões de euros, para modernizar a estrutura e melhorar o controle de visitantes no museu.
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