O porta-voz do MBL (Movimento Brasil Livre), Pedro Arthur, a sua mãe e o pré-candidato a deputado federal Gabriel Carvalho (Missão) afirmaram que foram detidos por agentes da Polícia Federal após se manifestarem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento realizado na 4ª feira (1º.abr.2026) em Fortaleza (CE). A cerimônia marcou a inauguração do bloco das engenharias e do alojamento estudantil do novo campus do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) na capital cearense.
Em publicação nas redes sociais, Gabriel Carvalho, que é influencer, afirmou ter sido “preso a mando do PT” após questionar o presidente durante o evento. O pré-candidato disse que a abordagem foi uma tentativa de silenciar críticas e classificou a ação como “censura” e “autoritarismo”, alegando que exerceu o direito de se manifestar em um espaço público.
Assista ao momento da detenção de Gabriel Carvalho (3min29s):
Ao Poder360, Pedro Arthur relatou ter sido agredido durante a abordagem e ter levado um tapa no rosto, o qual atribuiu a “um coronel do Exército”. Segundo ele, após o início da confusão, agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e da Polícia Federal o separaram das demais pessoas presentes. Disse que foi levado para um local isolado dentro do evento e teve que ficar lá até o encerramento. Depois disso, foi acompanhado por agentes da PF até o próprio carro, sob escolta, informou.
“Com exceção do coronel do Exército, os demais agentes foram bastante gentis comigo“, relatou.
Mãe de Pedro Arthur, Fabiana Lima tentou impedir a detenção de Gabriel Carvalho. Ela relatou o episódio em seu perfil no Instagram e disse ter sido “agredida” pelos agentes no momento. Vídeo compartilhado por ela mostra que ela foi segurada pelo braço. “Sou mulher, sou mãe e fui agredida em um evento do Lula. Isso não é democracia! Cadê a nova lei da misoginia?”, declarou.
Assista ao momento (28s):
Pedro Arthur disse que não foi orientado a assinar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) nem recebeu nenhuma queixa formal por desobediência. Segundo ele, sua mãe e Gabriel Carvalho ficaram detidos por cerca de 4 a 5 horas na sede da PF em Fortaleza antes de serem liberados.
O Poder360 procurou a assessoria de comunicação da Polícia Federal no Ceará e a Secretaria de Comunicação da Presidência para se manifestarem sobre o episódio, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso haja posicionamento.
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