A ministra Marina Silva (Rede) deixou nesta 4ª feira (1º.abr.2026) o comando do Ministério do Meio Ambiente, após anos à frente da pasta. O atual secretário-executivo, João Paulo Capobianco, assumirá o cargo a partir da exoneração da ministra, que será publicada no DOU (Diário Oficial da União).
A saída faz parte da reconfiguração da Esplanada conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marina ocupava o cargo desde o início do atual mandato, em 2023, e já havia comandado a pasta entre 2003 e 2008, consolidando-se como um dos principais nomes da agenda ambiental no país.
Capobianco já atuava como número 2 da pasta e é considerado um dos principais articuladores das políticas ambientais do governo. Ele participou da formulação de programas de combate ao desmatamento e de preservação de biomas.
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Durante sua gestão mais recente, Marina priorizou o combate ao desmatamento na Amazônia, a reestruturação de órgãos ambientais e a retomada do protagonismo do Brasil em negociações climáticas internacionais.
Sob a gestão de Marina Silva, o governo apresentou resultados na agenda ambiental, com destaque para a redução do desmatamento e retomada da governança climática. Dados oficiais indicam:
- queda de cerca de 50% no desmatamento da Amazônia em 2023 em relação a 2022;
- redução adicional de aproximadamente 30% em 2024, mantendo tendência de baixa;
- retomada do Fundo Amazônia, com bilhões em doações internacionais reativadas;
- reativação do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm);
- aumento das operações de fiscalização do Ibama e do ICMBio.
A ministra também atuou na recomposição de políticas públicas desmontadas em gestões anteriores, fortalecendo instrumentos de fiscalização e ampliando parcerias com estados e países estrangeiros.
Sua atuação foi marcada por embates dentro do próprio governo, especialmente em pautas ligadas à exploração de petróleo na Margem Equatorial e sobre o novo licenciamento ambiental.
Com a saída, Capobianco assume com perfil técnico e alinhado à atual política ambiental. Ele é considerado um dos formuladores do PPCDAm (Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia) e deve manter o foco na redução das emissões, na proteção de biomas e na implementação de metas climáticas.
Entre as prioridades da nova gestão estão o avanço na regulação do mercado de carbono e a conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico.
Matéria em atualização.
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